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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Muito Obrigado

Em 2010 não conhecia muito esse mundo das redes sociais, tinha Orkut e só, mas não entendia muito sobre a essência do assunto, do seu alcance e tudo mais. Mas aí, quando ainda trabalhava no meu emprego antigo, uma colega de trabalho chegou e disse para todos que tinha um Seminário de Comunicação gratuito e vários temas interessantes. Falei com meu chefe, ele me deixou ir, fiz a inscrição e fui.

Entre os diversos temas discutidos naquele seminário, assisti a uma palestra que me chamou muito a atenção, da professora Beth Saad, que na época dava aula de mídias sociais na USP (acredito que ainda esteja lá) e ela abordou sobre o que era, como as redes sociais e as informações compartilhadas nelas são espontâneas, a interação em tempo real com pessoas que estão a milhares de quilômetros daqui etc. Isso me chamou muito a atenção e fui pesquisar sobre o assunto na internet e gostei do que li e achei um curso na ESPM.

Pois bem, me inscrevi no curso e achei sensacional, superou todas minhas expectativas e acrescentou muito na minha formação acadêmica e no meu curso (sou RP de formação). Depois que realizei esse curso, exatamente no dia 22 de junho de 2010 criei esse blog aqui, o BrunnoFacts e o primeiro post foi “A Inovação Digital”. De início resolvi que não ia me importar com as visualizações, já que o blog foi criado para cunho pessoal e não comercial, tanto que tive pouquíssimas visitas no primeiro ano, depois que fui me interando mais sobre o assunto, consegui escrever textos mais elaborados e interessantes, o que atraiu mais usuários para o blog.

E para minha surpresa, após mais de 2 anos de blog, hoje ele atingiu a marca de 10 mil visitas, o que para muitos pode ser um número irrisório, para mim significa muito, já que não o criei para ganhar dinheiro e sim mostrar meus pontos de vistas sobre as redes sociais, fazer análises, trazer dicas, tecnologia etc. Fiquei muito feliz com esse dado, pois não é fácil manter um blog, principalmente porque procuro sempre escrever coisas que venham da minha cabeça, dos meus pensamentos, utilizando outras matérias ou autores para justificar ou ajudar na construção da ideia, mas a essência do pensamento sempre vem de minha autoria. Além disso, a falta de tempo pra atualizar também é um problema, mas procuro sempre fazer pelo menos 2 posts por mês.

Enfim, fiz esse texto hoje para contar para vocês que sempre vistam ou já visitaram o BrunnoFacts e para agradecer à todos que param ou se dispõe a gastar uma parte do seu dia para ler o que escrevo, podem ter certeza que isso me motiva ainda mais a manter o blog e espero que ele continue por muitos e muitos anos. Mais uma vez obrigado e quem quiser visitar também, não fique tímido dá uma passada por aqui e lembre-se: “Você é aquilo que você compartilha”.

Ah, aqui estão os top 5 do meu blog:

Como responder as reclamações da sua empresa nas redes sociais
Facebook inova com o recurso “Linha do Tempo”
Tudo o que você disser pode ser usado contra você
Quem assiste Big Brother é sem cultura?
A mídia sensacionalista

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Facebook inova com o recurso “Linha do Tempo”

Zuckerberg anunciando novas mudanças do Facebook - fonte: http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2011/09/22/novo_fb_gde.jpg


Na última semana comecei a utilizar o recurso “Linha do Tempo” do Facebook. De início, curti muito, achei o esquema muito bem montado e reúne informações importantes sobre a vida e o cotidiano do usuário.

Nesse recurso, é possível buscar informações por data, desde a criação da conta do seu perfil, até o momento, além das postagens mais populares do período. A novidade foi anunciada em setembro pelo CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, que na época disse: “É a história de sua vida e tem três pedaços. Seus aplicativos, suas histórias e um jeito de expressar quem você é. Queremos fazer da Timeline um lugar que você se orgulha de chamar de 'casa'.” As outras mudanças que já ocorreram, bem como minha opinião, vocês podem conferir no post Zuckerberg anuncia novas funcionalidades para o Facebook.

Também através de aplicativos, será possível compartilhar o que você está lendo, ouvindo, por onde viajou etc, tornando mais atraente a rede social. Contudo continuo achando uma caguetagem  aquela barra de rolagem no canto superior direito, que mostra todas as atualizações, o que você escreveu no mural das pessoas e tudo mais, mas essa “Linha do Tempo” ficou bacana. Como ainda estou me habituando, deve ter mais coisas que esqueci de escrever aqui, mas quem quiser falar sobre sua experiência, compartilhe aqui.

Ah, quem ainda não tem acesso a esse recurso é só entrar nesse link.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cada um fazendo sua parte

Como temos visto nos últimos dois anos, muitas manifestações, campanhas e situações relacionadas ao gênero vêm ocorrendo nas redes sociais como forma de conscientizar ou sensibilizar as pessoas por uma determinada causa. Por isso, utilizo esse espaço que tenho no blog para divulgar a campanha Outubro Rosa, da Ong “Apoie Uma Vida”, que são voluntários que lutam contra o câncer.

A campanha é sobre o combate ao câncer de mama e está descrita abaixo no texto da própria Ong que extraí do site deles, quem puder divulgar agradeço.

Outubro é o mês Rosa


Há alguns anos o mundo viveu uma explosão de manifestações e mobilizações em prol do combate ao câncer de mama.

Em nosso País, as iniciativas mais recentes têm origem a partir do ano 2.000 e já estão presentes em todos os estados: vimos ruas e estabelecimentos enfeitados, corridas, desfiles e, mais recentemente, até o Palácio do Planalto, a ‘casa’ na nossa presidenta, ganhou pilares rosa.


É que estamos no Outubro Rosa, mês em que se celebra o combate ao câncer de mama, doença que, infelizmente, ainda mata cerca de 12 mil mulheres (e alguns poucos homens) no Brasil.

O Brasil e o mundo estão cor-de-rosa. E você, já fez sua parte?

O momento é de arregaçar as mangas. Só assim vamos ter condições de trabalhar e combater, juntos, os cânceres de mama, de próstata, de boca e tanto outros que, se diagnosticados e tratados precocemente, podem ter cura ou se transformar numa doença crônica e com a qual muitos lidam no dia a dia.

Levante esta bandeira e lute pela prevenção, diagnóstico e tratamento precoces.

Crédito do texto: Apoie Uma Vida

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A agilidade das redes sociais como canal de reclamação

Quando compramos um produto esperamos que ele atenda ou supere nossas expectativas e justifique o dinheiro investido nele. Todavia, nem sempre isso ocorre, porém quando é por conta de um defeito ou algo parecido é uma dor de cabeça a mais, pois você já cria uma expectativa para poder usar o quanto antes o “dito cujo”. Quando o produto está quebrado ou deseja-se devolver o mesmo, na maioria das vezes, é necessário entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), que também é utilizado para reclamar de órgãos públicos, privados, entre outras atribuições.

Esse serviço gratuito obrigatoriamente oferecido pelas empresas, na minha humilde opinião, é horrível. Poucas organizações prestam um bom atendimento através desse 0800, pois dificilmente ele consegue atender as necessidades dos clientes, fazendo com que uma pequena insatisfação que poderia ser resolvida de maneira simples, gere em uma raiva plena da organização, afetando negativamente sua imagem institucional.

Para a felicidade de nós consumidores, as redes sociais estão surgindo como uma alternativa muito eficaz, no que estão chamando de SAC 2.0, no qual as marcas criam perfis nas mídias sociais para interagir mais com seu público, por meio de notícias, fotos, vídeos, promoções e também para escutar as críticas de seus públicos, bem como prestar assistência aos consumidores. Essa ferramenta tem ajudado bastante as empresas a melhorarem o relacionamento os clientes evitando conflitos desnecessários e melhorando o relacionamento entre ambas as partes.

Fonte: http://blog.raddar.com.br/wp-content/uploads/2011/05/sac1.gif

Eu mesmo já utilizei esse serviço e deu certo. Usei o meu Twitter para reclamar de um problema em uma instituição financeira que não tinha sido resolvido por vias normais. Ao reclamar da organização em questão, momentos depois, por meio de um monitoramento, o perfil da empresa entrou em contato comigo e depois pediram meu telefone para eu explicar melhor o caso. Feito isso, me deram um protocolo e disseram que em 3 dias úteis me retornariam e dariam um parecer sobre meu problema. E para minha agradável surpresa o problema foi resolvido nesse período de tempo, o que transformou minha raiva em apreço pela organização e mostrou uma eficácia que até então eu desconhecia desse serviço de SAC.

Estudos apontam que dentro de poucos anos o atendimento das empresas via rede social irá ultrapassar o SAC comum (atendimento telefônico), tanto que existe hoje um treinamento específico voltado para profissionais dessa área no atendimento online, a fim de facilitar a vida do consumidor. Então, as marcas começam a se preocupar muito mais nos dias de hoje com o que é dito sobre ela na Internet, já que quando se pública algo, a proporção que uma determinada informação pode tomar é enorme e destruir a imagem da mesma. Portanto é interessante para nós consumidores que isso esteja ocorrendo e ambas as partes saem ganhando. Claro, que nem toda vez essa ferramenta atende nossas expectativas, mas já é alguma coisa. Só acho que as organizações deveriam prestar o mesmo atendimento tanto no online quanto no offline, pois existem pessoas que não possuem acesso a Internet ou preferem resolver tudo pelo telefone.

E você já teve alguma experiência negativa ou positiva nesse sentido de atendimento via rede social?

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O poder das redes sociais sobre o conteúdo dos usuários

Há uns dias atrás, li uma matéria na Folha Online sobre redes sociais e que me trouxe muitas informações das quais desconhecia e acredito que a maioria dos usuários dessa ferramenta desconheça.

Na matéria eles usaram um exemplo de uma foto que por ventura fez sucesso entre seus amigos no Facebook. Se ela for utilizada pela empresa como propaganda sem a autorização da pessoa, ela pode, aliás outras mídias sociais também podem fazer esse mesmo procedimento. Sabe aqueles termos de uso e às políticas de privacidade da rede social que ninguém lê, mas assinala a opção “Li e concordo com os termos”? Pois é, ao fazer isso, você permite que essas empresas utilizem as informações postadas por você, acesse às suas informações pessoais, fotos etc.

Aliás, na matéria da Folha, informa que a rede social também não é responsável pelas publicações postadas pelos usuários, segundo o Superior Tribunal de Justiça. Na reportagem, eles até citam um caso em que a corte isentou o Google de indenizar uma pessoa que teve um perfil “fake” criado no Orkut. A decisão dizia que a empresa não era obrigada a inspecionar previamente os conteúdos, apenas seria culpada se por conta de uma decisão judicial, não retirasse o conteúdo ou desativasse o perfil em questão.

Esses termos de uso ainda têm outros aspectos polêmicos, como a possibilidade das redes sociais alterarem a qualquer momento alguma regra, sem precisar avisar os usuários. Convenhamos que a pessoa tem que ter uma paciência danada para ler as dezenas de páginas que têm esses termos e quase ninguém faz isso, porém como explicou um advogado entrevistado pela Folha, quando você aceita o termo de uso sem ler, a pessoa está sendo negligente e concordando ou não com alguma medida adotada pela rede, você “disse” que concordou.

Fonte da imagem: http://ileitura.files.wordpress.com/2009/03/applescriptutilitysw01.png

Então, você que acha que pode sair falando o que quiser e tudo mais, tenha consciência que é o único responsável por isso pelo que venho lendo sobre o assunto. E se você também acha que suas informações não podem ser acessadas pelo Orkut, Twitter, Facebook, Google+, não se engane, inclusive, eles até podem utilizar para traçar perfis para empresas que queiram anunciar em suas redes, além de poderem utilizar suas fotos e tudo mais. Obviamente, para evitar conflitos vejo que as detentoras das redes não costumam fazer isso, utilizam exemplos e fotos dos próprios funcionários da empresa ou do seu CEO quando anunciam novidades e tudo mais.

Resumindo: ou você lê os termos e as políticas de privacidade da rede antes de ingressar nela, ou aceita sem ler e não se importa com as situações descritas acima ou, simplesmente desisti dessa rede social e parte para outra. O fato é que por enquanto não há uma legislação totalmente clara e de fácil entendimento da Internet o que sempre gera essas controvérsias, então é bom ficarmos de olho.

Curiosidade:

Os termos de uso e políticas de privacidade do Facebook equivalem a leitura do O Evangelho segundo São Marcos.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Facebook supera o Orkut em número de usuários pela primeira vez no Brasil

O que vinha se anunciando há tempos, mas que ainda não tinha acontecido, já virou realidade. De acordo com a revista IstoÉ Dinheiro - que disse ter tido a acesso a uma pesquisa do Ibope – em sua atual edição de setembro, o Facebook ultrapassou o Orkut em números de usuários aqui no Brasil.

Segundo a revista, a rede social de Mark Zuckerberg atingiu em agosto 30 milhões de usuários contra 29 milhões do Orkut. No mês de julho, O Facebook já estava na cola da rede social da Google e tinha cerca de 28,8 milhões de pessoas na rede. Os meios de comunicação especializados em mídias sociais apontam diferenças desses números com relação a outros levantamentos, dizendo que o Orkut ainda seria líder com uma certa folga. Porém temos que levar em consideração que as metodologias de cada instituto de pesquisa é diferente, mas o fato é que isso já estava anunciado a tempos.

Li em uma reportagem do portal IDG NOW que por meio de sua assessoria no Brasil, o Facebook não confirmou ter sido a fonte da informação, alegando que não comenta números da concorrência. Na última vez que a rede social divulgou seus números, o Facebook informou que tem 25 milhões de usuários no Brasil e mais de 750 milhões de usuários ativos.

Fonte: http://www.agenciars.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/facebook-orkut.jpg

Na real, isso não me surpreende em nada e se esses dados realmente forem verídicos,  apesar do Orkut ter uma grande popularidade aqui no nosso país, ele já perdeu a graça para muitas pessoas faz tempo. Desconfio que muita gente tenha um perfil na rede social da Google, porém não acessa faz meses ou anos, como é o meu caso. É bem verdade, que não se pode desprezar esses 29 milhões de pessoas, pois é uma quantidade bem significativa, mas penso que aos poucos o Orkut vai sumindo do mapa, prova disso é o lançamento do Google+, que quer bater de frente com o Facebook.

Se o Orkut irá acabar, não sei. O que devemos levar em consideração é que muitas pessoas ingressaram nas redes sociais por causa dele e a base de estudos na área de mídias sociais, de comunicação e até educacional utilizaram o Orkut como modelo, todavia tudo na vida tem seu tempo e isso parece que está acontecendo com ele.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Como os usuários utilizam o Twitter

O Twitter é muito popular no mundo afora e, principalmente no Brasil. Muitas pessoas possuem perfil nessa rede social e a utilizam de diversas maneiras: seguir e saber novidades das marcas, informações de pessoas públicas, manter contatos com amigos distantes ou não ou para outros fins.

Em um post recente do portal Mashable mostrou como as pessoas utilizavam o Twitter por meio de um infográfico (confira abaixo). Como está em inglês, vou citar alguns pontos mais relevantes.

Segundo o infográfico, 37% dos usuários acessam a ferramenta diversas vezes ao dia, sendo que 64% das vezes, elas utilizam seu desktop para usar o Twitter. Com relação aos motivos que levaram as pessoas a criar um perfil na rede social, 33% disseram que foi por conta de uma recomendação de um amigo, 30% para saber sobre o que se tratava e 15% para seguir as celebridades ou marcas (existem outros dados, mas só estou elencando alguns mais interessantes).

Os que responderam que seguiam marcas, 31% disseram que acompanham de 1 a 5 empresas no Twitter e o motivo para segui-lás é para conseguir descontos (68%) em seus produtos, já que esse meio é muito utilizado para promoções das marcas. Um último detalhe: 10% das pessoas que participaram da pesquisa não sabem o que é uma hashtag # (o jogo da velha)

Bom, abaixo vocês podem conferir os números e as análises do que eu escrevi acima.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Segundo estudo, 83% dos usuários do Google+ estão inativos

O Google+ foi lançado com uma grande expectativa e com a intenção de bater de frente com o Facebook. Em posts anteriores ilustrei melhor as funcionalidade dessa nova rede social e a opinião de um especialista no assunto e de usuários. Claramente as duas plataformas são diferentes, mas o objetivo delas são os mesmos: atrair a atenção de todos e que sejam constantemente utilizadas.

Em duas semanas após sua implementação, o Google+ conquistou 10 milhões de usuários, o que dava indícios de uma promissora vida para a nova rede social. Porém, em estudo recente da Analytics Bime com os 10 milhões de usuários do Plus, apenas 17% postam algo e colocam conteúdo na rede e 83% estão inativos ou sequer acessam seu perfil. O estudo ainda revela que 48% dos usuários nunca postaram uma mensagem pública.

Já ouvi e também já li que o Plus é mais um fracasso da Google, mas acredito que seja muito cedo para determinar se a rede social deu certou ou não. Exemplos não faltam, o próprio Facebook demorou alguns anos para deslanchar e ser o que é hoje. Com o Twitter também foi a mesma coisa, então precisamos esperar para ver o que vai acontecer, além do mais o Google está constantemente recebendo recomendações dos usuários para melhorar o Plus e muitas funcionalidades dessa rede social são úteis e interessantes, então vamos aguardar e ver o que vem por aí, mas para vocês o Google+ fracassou?

Fonte: Blog Mídia8!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Como ter uma ideia da imagem da sua empresa nas redes sociais?

Hoje em dia muitas pessoas fazem parte de alguma rede social e de uns tempos para cá, as organizações passaram a aderir essa ferramenta para promover seus produtos e serviços e para se relacionar melhor com seu público-alvo e em potencial. Lembrando que não se deve entrar no mundo das mídias sociais do nada, é necessário ter planejamento e verificar se é coerente utilizar esse canal de comunicação e qual rede social ingressar.

Uma das formas de avaliar isso é fazer uma simples pesquisa na ferramenta de busca do Twitter e inserir o nome da sua marca. A pesquisa lhe trará resultados sobre o que os usuários estão falando da empresa, claro que é necessário certo trabalho para mensurar essa pesquisa porque muitas vezes o nome da marca não tem a ver com o contexto ou com o seu objetivo.

Existem ferramentas pagas que ajudam a monitorar melhor o que se diz sobre uma determina organização nas redes sociais e pode facilitar esse trabalho de mensurar, como a SocialMetrix, BrandsEye, PostRank, Radian6, e Scup.


Eu vou falar de um estudo simples que eu mesmo fiz sobre uma empresa que seria utilizado para uma apresentação do grupo de estudos de redes sociais do qual faço parte. O estudo foi em cima da marca Samsung e utilizei o Twitter para saber a opinião das pessoas. Foram analisadas 200 menções que julguei pertinente para a imagem institucional da empresa.  Vejam os resultados:
  • Reclamação de aparelhos celulares que vieram com defeitos (19,17%);
  • Defeitos em outros produtos - DVD, TV etc - (14,24%);
  • Críticas ao suporte técnico oferecido pela marca (15,23%);
  • Solicitação de suporte técnico via Twitter (7,61%);
  • Não recomendam a marca por conta de uma má experiência com a mesma (4,76%);
  • Solicitações de informações (preços de celulares, tv´s, atualização de sistema de celular etc) (15,23%);
  • Elogios a marca (2,85%);
  • Críticas diretas a marca (3,80%);
  • Críticas aos produtos (2,85%).

As hashtags mais utilizadas pelos usuários foram: #Galaxy Tab, #Galaxy S, #Samsungfail, #Samsungnuncamais, #Samsung. Percebi também outras menções referentes a Samsung falando de dicas de produtos, atualização de sistema e propagandas de revendedoras.

A organização possui um canal no Twitter, que a meu ver não é muito eficaz e necessitaria de um investimento maior em profissionais capacitados para atender esse público e agilidade nas respostas dos usuários, pois a cada dia as pessoas se tornam mais exigente e nas redes sociais as coisas acontecem muito rápidas e quem estiver dentro dela deve estar preparado para isso.

Esse foi um simples exemplo para se saber como sua marca está sendo enxergada pelo seu público e se é necessário fazer alguma ação dentro da rede, seja ela no Facebook, Twitter, Linkedin, entre outras. Mas sempre é bom saber o que os outros falam sobre você não é?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O Google+ vai ameaçar o Facebook?

Após quase 20 dias de uso do Google+, já posso dar meus pitacos sobre o que achei dessa nova rede social que tem a intenção de bater de frente com o Facebook. A minha primeira impressão foi de uma página bem limpa, de fácil visualização, diferentemente de como é o Orkut, por exemplo, onde quem não conhece a rede, se perde fácil.

A inovação e o diferencial da nova rede ficou por conta dos circles (círculos), no qual você pode separar seus contatos em grupos, de acordo com o grau de intimidade que você possui com eles. Essa funcionalidade permite que você compartilhe informações apenas com determinadas pessoas, caso deseje.

Também existe a possibilidade de integração do Google+ na barra de navegação do seu computador e a cada vez que tiver uma movimentação na rede, você é notificado permitindo que o usuário fique atualizado do que rola nela e navegar sem precisar voltar para a página inicial do Google+.  Outra funcionalidade disponibilizada foi a de liberação de dados, na qual você pode fazer o download dos seus dados dos álbuns do Picasa, Perfil, Google+, Buzz e Lista de contatos, semelhante ao novo recurso de download de informações do Facebook.

Entre as críticas que eu li sobre o Google+, está a falta de integração com as outras redes sociais, mas isso pode ser melhorado, acredito eu, já que na própria rede social é possível mandar sugestões de melhorias da rede.

Bom, para vocês terem uma dimensão maior de como é o Google+, eu recorri a ajuda de uma pessoa que conhece bem essa área de mídias sociais, que é o Luciano Palma. Ele é consultor estratégico de mídias sociais, trabalhou 22 anos com TI e hoje se dedica às redes e mídias sociais, presta consultorias e ministra treinamentos e palestras. Criou um Curso de Estratégias de Mídias Sociais para Empresas que está em sua 4ª edição, nos dias 13 e 20 de agosto, em São Paulo.

Todo mundo atrás de um convite do Google+

Luciano Palma contou que acompanhou o início do Google+ desde o começo e que todo mundo estava atrás de um convite para testar a nova rede social. “Todos queriam um convite para o G+, mas ninguém sabia como conseguir. Até que um grupo de pessoas se organizou e quem recebesse um convite deveria compartilhar com os demais. Isso aconteceu e dava para sentir a correria para entrar no Google+” – revelou Palma. Segundo ele, esse acontecimento resumiu como a rede social do Google nasceu: gerando uma grande curiosidade e interesse dos "early adopters”, que são pessoas que testam as novas tecnologias antes de todo mundo.

Diferencial da rede

Luciano acredita que o Google acertou na criação da sua nova rede. “Gostei muito do que vi, e a primeira diferença que se percebe é muito bem-vinda: os "Círculos" não exigem conexão/aprovação bidirecional. Se alguém quer ouvir o que você tem a dizer, te adiciona em um círculo e pronto! O Google+ nasceu dando uma sensação de mistura de Facebook com Twitter”.

Ameaça ao Facebook

Para ele, o Google+ é uma ameaça para a rede social de Mark Zuckerberg. Pois o Facebook bloqueou a exportação de dados sobre as redes de seus usuários e chegou ao ponto de impedir cadastrar links para a nova rede. “Isso durou pouco tempo, porque estava pegando muito mal” – falou palma.

O caminho é a integração

Finalizando sua análise sobre o Google+, Palma acredita que as empresas precisam disponibilizar ferramentas para que as pessoas se conectem, de forma rápida e eficiente. “O caminho é a integração. Se cada plataforma começar a se fechar em si mesmo, isto alimentará o comportamento de "escolha" por uma delas, e talvez o embate leve a um cenário de vencidos e um vencedor. Eu espero, sinceramente, que a coisa não se dê por este caminho e que a integração aconteça. Assim, teremos mais concorrência e teremos melhores opções para nos conectarmos com a nossa rede. ”

Veja o que alguns usuários do Google+ acharam da nova rede social:

“O Google+, apesar de utilizar ferramentas novas e procurar ser mais organizado que o Facebook, é como se fosse uma "versão melhorada" do concorrente. Naveguei e não vi uma grande novidade, não me surpreendi, logo, não tive vontade de usar.” – Maíra Natássia, jornalista e atriz

“Me parece ser uma rede social muito maneira, e até mais bem organizada que o Facebook, mas creio que a resposta seja uma só: O pessoal simplesmente não vai ter tempo útil para utiliza-la. Já existem muitos tipos de rede, e entrar mais uma, na minha opinião, fica difícil.” - Fabio Arter, publicitário

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Boas ferramentas para métricas em redes sociais

Muitas marcas aderiram ao mundo das mídias sociais por diversos motivos e o investimento nessa ferramenta vem crescendo nos últimos anos. Contudo,  elas precisam mensurar como está sendo sua atuação na rede e o que as pessoas estão falando delas, até mesmo para justificar para a alta administração todo o dinheiro que está sendo investido.

Para isso, cito abaixo e compartilho com vocês algumas ferramentas de métricas que tomei conhecimento ao fazer um trabalho juntamente com os colegas do grupo de estudos de redes sociais da qual faço parte (Inovadores ESPM). Cada ferramenta tem sua particularidade e ajudam a mensurar e oferecer informações valiosas sobre a sua marca para que, se necessário, a empresa desenvolva alguma ação a respeito.

Fonte: http://4.bp.blogspot.com/_KwBBlc-9zVE/TKpUkgVLFLI/AAAAAAAABQQ/TRKx23_svT0/s1600/metricas+para+redes+sociais.jpg

Bom, vamos lá:

SocialMetrix

Monitora blogs, fóruns, redes sociais, sites de reviews e meios tradicionais on-line, captura tanto comentários e opiniões das pessoas como publicações e artigos dos meios tradicionais on-line.  É possível solicitar um demo da ferramenta para teste.

BrandsEye

A ferramenta monitora a presença online das marcas em tempo real e fornece uma pontuação e relatórios da reputação da sua marca e de seus competidores. Possibilita a realização de pesquisa de mercado em profundidade e a identificar riscos e oportunidades de alavancar negócios.

PostRank

Capta onde e quando histórias geraram comentários, tweets, bookmarks etc. É utilizada para medir influência e alcance de audiência. Fornece dados de engajamento social e mede a atividade real do usuário, sendo um indicador mais preciso da relevância e influência de um site, marca, figura pública etc.

Radian6

Ferramenta online para monitoramento e engajamento que permite a análise de conversas relevantes que estão acontecendo sobre a sua marca em tempo real. A ferramenta fornece gráficos.

TwitterCounter

Acompanha o crescimento de seus followers no Twitter.

Scup


Ferramenta online que monitora os acontecimentos do Twitter, Blogs, Flickr, YouTube, Yahoo Respostas e outros serviços a partir de palavras-chaves selecionadas. Possibilita a identificação de fãs, agressores, oportunidades e ameaças. Os dados são apresentados em gráfico.

Existem outras ferramentas, que são gratuitas, como a busca do Tweetdeck, o addictomatic, e 48ers, por exemplo, além do conhecidissímo Google Analytics. Não fornecem tantas informações como as citadas acima (fora a ferramenta do Google), mas possibilitam termos uma noção sobre o que está sendo dito sobre uma determinada marca nas mídias sociais.

Contribuiram para esse post: @brunnofr , @viniciccarelli, @fluida_mobile, @danny_miranda, @cauekalmus e @julianokimura.

terça-feira, 7 de junho de 2011

É necessário planejar antes de colocar sua empresa nas redes sociais

O post de hoje será voltado mais para empresas que desejam ingressar no mundo das mídias sociais e que acham essa tarefa simples. Bom, não é tão fácil assim e nem tão complexo, mas é necessário entender alguns aspectos.

Primeiro, é necessário verificar se realmente é preciso estar nas redes sociais, se seu negócio se encaixa nessa ferramenta e não ingressar porque todo mundo está nela. Também Leve em consideração se seu público alvo encontra-se nesse meio e se existe alguma demanda para tal. É interessante fazer uma busca rápida no Twitter, por exemplo, para saber o que estão dizendo sobre a sua marca, tanto os aspectos positivos e negativos, pois a partir daí é possível avaliar se é importante fazer uma ação dentro dessa ferramenta.

Cumpridas essas etapas e comprovada ou identificada a necessidade de ter um perfil corporativo nas mídias sociais, faça o planejamento desse perfil, delimitando o público alvo, elaborando estratégias para atingi-los e o mais importante de tudo: produzir conteúdo de qualidade. Essa etapa é essencial porque os usuários da Internet são bombardeados a cada momento por inúmeras informações e para conseguir prender sua atenção, é preciso oferecer a eles conteúdo de qualidade e que seja útil para os seguidores da marca.


Outra etapa primordial é o engajamento. Fazer com que as pessoas sintam-se mais próximas da marca, participe de decisões sobre a escolha de um novo produto ou serviço, possibilitando o usuário a opinar e conversar com a empresa são ótimas maneiras de obter sucesso nas mídias sociais. Claro que não é uma tarefa fácil, por isso, que é preciso fazer um planejamento. Quando se obtêm esses aspectos, a organização consegue que seus seguidores sejam porta-vozes da instituição, fazendo que eles a defendam na rede quando surgir alguma crítica ou recomendando a mesma para amigos, familiares etc.

Outros aspectos importantes são: contratar profissionais qualificados para gerir as mídias sociais da organização e conseguir ROI (Return of Investment). No primeiro caso, já vi muita gente colocar para administrar a rede de uma organização uma pessoa que entende de Internet e não um profissional gabaritado para realizar as etapas citadas acima. Quando isso ocorre, o insucesso é quase que certo e a alta administração alega que dinheiro foi jogado fora e que gastar com redes sociais é desperdício. Para calcular o ROI, é mais complicado e ainda não se sabe ao certo como fazê-lo, porém algumas organizações avaliam o sucesso nas redes a partir dos números de seguidores no Twitter, usuários que compraram o produto via mídias sociais, números de curtir na página da empresa no Facebook, entre outros. O fato é que esse retorno pode ser qualitativo, ou seja, engajamento com os usuários permite o estreitamento de laços com os simpatizantes da marca e possibilita angariar novos clientes e, consequentemente mais dinheiro.

Então, ter um perfil empresarial no Facebook, Twitter, entre outros, não é tão simples quanto parece e necessita-se de planejamento e profissionais que entendam da área. Também é preciso que a alta administração entenda que é um trabalho árduo e o resultado pode vir de médio a longo prazo e existe a possibilidade do retorno sobre o investimento vir sob forma de elogios, sugestões, defesa da marca etc o que levará lá na frente à um retorno em dinheiro para a empresa.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

As mídias sociais afetam a produtividade no trabalho?

Fonte: http://www.techlider.com.br/wp-content/uploads/2010/06/redes-sociais-no-trabalho-300x300.jpg
No trabalho, se não a maioria, boa parte das pessoas utilizam a Internet, para trabalhar ou se informar sobre os assuntos, diversão, entre outras utilidades. Aqueles que possuem perfis nas mídias sociais costumam acessar essa ferramenta diariamente e com muita frequência  para os mais diversos fins, inclusive, no período de trabalho.

Li nessa semana uma matéria no site IDG NOW, que fala sobre a perda de produtividade causada pelo uso das redes sociais e que o prejuízo chega a ser de cerca de 10 mil dólares por funcionário, segundo pesquisa do instituto uSamp com 500 trabalhadores,  nos Estados Unidos. Sei que é um estudo realizado nos EUA, mas minha pergunta é: As mídias sociais atrapalham sua produtividade no trabalho?

De acordo com a pesquisa, 60% das interrupções no trabalho envolvem as ferramentas como o Facebook, Twitter, e-mail, Messenger etc. Assim, 45% dos empregados não conseguem trabalhar nem 15 minutos sem sofrerem interrupções, sendo que 53% perdem pelo menos uma hora por dia com esse tipo de distração.

Na minha opinião, isso varia de pessoa. Onde eu trabalho, desempenho diversas atividades e uma delas é trabalhar com redes sociais, mas tenho outras que demandam também muito tempo e dedicação. Apesar disso, consigo administrar perfeitamente meu tempo e utilizar a ferramenta não me atrapalha em nada no meu dia-dia. A questão é que o vício ou a necessidade de entrar no seu Facebook ou Twitter, por exemplo, não pode interferir na sua tarefa, pois podem gerar broncas do seu chefe, atrasar o trabalho de outras pessoas que dependem do seu.

Finalizando o assunto, penso que não há problemas em usar as mídias sociais no trabalho, pois é uma ferramenta legal e que nos ajuda a ficar informados das notícias, interagirmos com as pessoas, manter contato com amigos e também para nos entreter. Mas é só ter um cuidado maior com relação às suas tarefas e que ao se distrair por conta do uso dessa ferramenta, isso não interfira no seu trabalho e não prejudique nem você e aos seus colegas de trabalho, mas para mim, é questão de saber administrar seu tempo e ter comprometimento.

E para você, as mídias sociais podem atrapalhar a produtividade no trabalho? Ou ela pode afetar de uma maneira positiva? Opinem!

domingo, 15 de maio de 2011

Churrasco “Gente Diferenciada” tem grande público e mostra o poder das mídias sociais


Nesse sábado, 14/5, em Higienópolis, na região central de São Paulo, aconteceu o churrasco “Gente Diferenciada”, que ocorreu por conta da iniciativa dos moradores de vetar a instalação de uma estação de metrô no bairro.

E mais uma vez as mídias sociais foram às grandes responsáveis para que ocorresse esse evento.  Organizado, principalmente via Twitter e Facebook, o churrasco levou às ruas centenas de manifestantes que foram protestar contra a atitude dos moradores de Higienópolis. A ideia de fazer o evento surgiu na rede, após entrevistas e depoimentos de moradores da região contrários a vinda do metrô. 

Entre as justificativas, estavam que o local iria se desvalorizar porque a estação iria trazer muita “gente diferenciada. Aumento de violência, consumo de drogas, também foram outros argumentos utilizados pelos habitantes do bairro para justificar a posição contrária de receber a estação. Eles até fizeram um abaixo-assinado com cerca de 3.500 assinaturas de pessoas contrárias a obra e a pressão parece que deu certo, pois o Metrô alterou o projeto e, por enquanto, não haverá uma estação nesse bairro. As declarações foi assunto na Internet durante toda semana, sendo que a grande mídia deu bastante destaque para o ocorrido.
Os participantes levaram uma churrasqueira, fizeram o churrasco, levaram cartazes de protestos, utilizaram uma catraca e colocaram fogo nela para também fazer churrasco, enfim fizeram certo “Auê” na região e mostraram toda a indignação contra as declarações dos moradores.

Manifestantes protestam no bairro Higienópolis. Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidades/2011/05/gente-diferenciada-em-sp-protesto-bem-humorado-fecha-rua-em-higienopolis/image_preview
Citarei dois exemplos de manifestações organizadas pela Internet e que ocorreram de fato. A primeira foi o “twittaço” em protesto ao aumento da passagem de ônibus em São Paulo (também ocorreu em outras capitais do país), no qual internautas insatisfeitos com o reajuste na tarifa se organizaram via Twitter e foi até as ruas e à prefeitura protestar contra a medida. Outra mobilização interessante, foi em 2010, quando por conta da grande pressão da opinião pública, principalmente nas redes sociais, foi aprovada a Lei da Ficha Limpa, em que candidatos com problemas judiciais e tudo mais não poderiam concorrer a cargos públicos.

Voltando ao churrasco, não sabemos se o ato vai mudar a decisão do Governo do Estado de implantar a estação no bairro, mas a manifestação fez barulho e mais uma vez mostrou o poder das mídias sociais em mobilizar as pessoas com relação a assuntos relevantes no nosso país. 

E você, o que achou dessa manifestação? Opinem!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Livro colaborativo de redes sociais

Muitas pessoas dizem que uma das coisas mais gratificante da vida é quando você escreve um livro ou participa de alguma maneira da composição de um. Eu, particularmente nunca imaginei que fosse participar de um, principalmente com a idade que tenho. Pois é meus caros, já posso dizer que tenho meu nome em um livro.

Quando fiz meu curso de mídias sociais na ESPM, ao final da última aula todos que desejassem poderiam escrever um artigo relacionado com o tema e que isso serviria para a composição de um livro colaborativo, que já está disponível  na Internet e se chama: “Redes Sociais e Inovação Digital”, uma realização da agência Gaia Creative e da CIC/ESPM.

Meu texto fala sobre Inovação Digital e como ela está presente em nossas vidas nos dias de hoje para facilitar a vida das pessoas e tudo mais. Enfim, leiam e apreciem os outros textos que ficaram legais. Aproveitando, quero agradecer à todos que escreveram o livro e ao pessoal da Gaia e da ESPM que fez com que esse projeto fosse possível. Parabéns para todos!

Pessoal, segue o link onde está disponível o livro. É possível fazer o download dele gratuitamente, mas você deve possuir uma conta no ISSU ou logar via facebook. Aproveitem!


domingo, 3 de abril de 2011

Como medir o ROI nas mídias sociais?

Como temos visto, muitas organizações têm criado perfis nas mais diferentes mídias sociais. O investimento nessa área também vem crescendo. Em 2010, foram injetados em redes sociais 3,4 bilhões de dólares, o que mostra que essa ferramenta vem ganhando um tremendo poder na forma de comunicação entre empresas e consumidores.

Contudo, os profissionais que trabalham com mídias sociais sofrem bastante para justificar todo esse dinheiro. Porque ainda não há, pelo menos eu ainda não vi, uma forma exata de medir o ROI ou o retorno sobre o investimento dessas ferramentas e como os donos das empresas, gerentes etc precisam prestar contas para acionistas e saber o quanto está tendo de retorno, nada mais comum de quererem saber se o investimento realmente valeu à pena.

Só que nesse ambiente virtual a forma de avaliar o ROI é diferente de como é realizados nas mídias tradicionais. Ele é medido, por exemplo, pela quantidade de tweets feitos pelos usuários com relação e empresa, se eles a recomendam, entre outros aspectos. É necessário avaliar de forma qualitativa a atuação do perfil da organização na Internet, ou seja, analisar se o que falam sobre a empresa é positivo ou negativo, pois as pessoas ao fazer um comentário expressam sua aprovação ou não de um produto ou alguma informação que pode ser relevante para a marca e os profissionais que gerem o perfil da empresa na Internet devem prestar a atenção nesses aspectos.

Nas mídias sociais quatro motivações chaves direcionam o uso dela pelos clientes, os chamados 4 Cs: conexões, criação, consumo e controle. Para explicar as motivações vou utilizar um exemplo: quando uma pessoa vai até o Twitter reclamar ou elogiar uma marca, na maioria das vezes, ela é uma “consumidora” da mesma. Ao fazer um comentário, ela termina “criando” um fato ou situação, compartilhando esse fato com seus seguidores, ou seja, suas “conexões”, e realiza esse comentário sem ser censurado por ninguém (“controle”).

Mas não se pode somente, analisar esses comentários é necessário interagir com seus seguidores e fãs. Nas mídias sociais o que prevalece é o relacionamento e quanto mais uma marca se relaciona e atende bem seu público, mais fiel ele fica a ela. Claro que esse trabalho é a médio a longo prazo e deve ser realizado por um profissional que entenda da área.

Portanto, é complicado medir o retorno sobre o investimento nas mídias sociais, pois ainda não se descobriu um método preciso, porém o que predomina nesse meio é o relacionamento entre as pessoas. E ao interagir, atender bem os seguidores, produzir conteúdo de qualidade, responder as críticas e receber sugestões, a marca fideliza ainda mais esses consumidores e ainda tem grandes chances de conseguir novos consumidores e alavancar o crescimento da empresa. Agora, a tarefa complicada é fazer a alta administração das organizações entender isso.

terça-feira, 29 de março de 2011

Não fale mal da sua empresa nas mídias sociais

Diante desse interessante mundo da Internet, passamos boa parte do nosso tempo lendo notícias, assistindo vídeos e, principalmente nos dias de hoje, utilizando o Twitter, Facebook, Orkut, entre outros.

Grande parte das pessoas utilizam a Internet do local em que trabalham. É muito comum lidarmos com situações ruins no ambiente de trabalho, como colegas que não fazem o seu serviço e termina atrapalhando o seu, fornecedores que atrasam o produto ou quando seu chefe resolve pegar no seu pé sem nenhum motivo específico, por exemplo.

Há um tempo atrás, havia o costume de se reclamar desses fatos com os colegas, esposa ou marido, namorada (o) ou familiares.  Isso ainda ocorre, porém parte dos indivíduos que possuem perfis nas mídias sociais costumam reclamar publicamente na rede sobre seu chefe ou do trabalho.  Não é condenável fazer isso, mas não pega bem, pois se você tiver algum colega em algumas dessas mídias sociais que reclamou, existe a possibilidade de “sem motivos” aparente ou birra com sua pessoa a reclamação chegue ao ouvido do seu chefe ou algum superior a você. Há uma hipótese pior também do seu próprio chefe ver seu comentário e aí sim ele terá motivos para pegar no seu pé.

Outra coisa que pode acontecer é se, por ventura, estiver procurando uma vaga de emprego ou diante de um processo seletivo e a empresa a qual está se candidatando a vaga fizer uma busca pela rede social com o seu nome ou visualizar seu perfil e constar informações, comentários contra a sua atual empresa, existe uma grande chance de você ser desclassificado. Quem quer do seu lado, alguém que fale mal de você? Ninguém! (Na minha opinião) Então, a organização é que não vai quer, não é mesmo.

O que estou dizendo nesse post, não é para você deixar de ter opinião própria, sabemos que nem todas as empresas são perfeitas, mas certas coisas, tanto profissionais quanto pessoais, devem ser guardadas para nós mesmos ou confidenciadas em um ambiente informal e não na Internet onde qualquer um pode salvar o que você postou ou compartilhar com as pessoas, podendo te prejudicar. Sim, existe uma reputação virtual nas mídias sociais e se você se preocupa com isso, então preserve-a, caso contrário, a vida segue né?

Você pode continuar falando mal do seu trabalho, se quiser, mas com seus colegas na hora do almoço ou na hora do cafezinho e tudo mais para não ter maiores problemas. Vimos o exemplo daquela estudante de direito, que quando a Dilma foi eleita, queria afogar os nordestinos e postou isso no Twitter. Resultado: foi processada, perdeu o emprego e perseguida nas mídias sociais. Então, um certo cuidado nesse aspecto nunca é demais.

terça-feira, 22 de março de 2011

Existe privacidade nas mídias sociais?

Aqui estava eu pensando sobre o que escrever para o blog, enquanto acessava meu Facebook e ao ver os comentários e atualizações de status das pessoas, resolvi escrever esse post. Quando falamos quaisquer coisas nas mais diversas mídias sociais, pode ser que ninguém comente nada, mas a maioria lê. Às vezes aquilo que dizemos passa batido, porém pode ser que cause alguma reação, comentários, falatórios e as mais que conhecidas fofocas.

Sim, meus caros, existem esses tipos de situação em Facebook, Twitter etc, o que apelidei de fofocas virtuais ou situações criadas pelo virtual. Uma informação postada por um usuário pode perfeitamente gerar uma má interpretação por quem lê e existe a possibilidade de gerar algum tipo de comentário, ora maldoso, ora equivocado e que pode resultar em fofocas, rumores ou boatos. Quem nunca viu alguma discussão, brigas entre namorados ou alguém que foi tirar satisfação com uma pessoa por causa de algo escrito nas redes sociais sobre a sua pessoa? Bom, comigo já aconteceu isso e também já fui testemunha dessas situações. Já escutei coisas com tipo: “eu vou quebrar a cara daquela infeliz, você viu o que ela escreveu no Facebook?”. Ou: “postei que sai com a galera do trampo na sexta, no Twitter, não avisei minha namorada e brigamos feio”. Bom, estas situações são só alguns exemplos do que podem ocorrer nas mídias sociais.

Eu, particularmente, já passei por situações do tipo e estou procurando me policiar por enquanto – ficando claro que não deixei de usar, sou um usuário ativo das mídias sociais. Não acho nada de errado, quem compartilha tudo da sua vida na rede, mas caso alguma frase ou pensamento seja mal interpretado ou uma frase mal construída, existe a possibilidade de quem escreveu ter algum problema ou ocorrer comentários indesejados sobre o caso, pois quando algo está na Internet não há como negar porque se pode dar um “print screen” e salvar, imprimir a página e até “conseguir testemunhas”. Na vida real, se você fez uma coisa e ninguém viu, não há como provar ou torna-se mais difícil fazer isso. Já na Internet, é diferente e pode-se alcançar proporções inimagináveis.  Não é só nesse aspecto de fofoca que estou falando, por exemplo, se você foi a uma festa bacana e tirou várias fotos com caretas, copo de bebidas na mão, fazendo bagunça e por ventura possui colegas de trabalho ou até mesmo seu chefe no seu perfil de rede social, isso pode não pegar bem e ocasionar comentários pelas suas costas ou cara a cara mesmo, engraçados ou não, ou simplesmente não ocorrerá nada. Contudo, é um risco que o usuário deve ter consciência que tem.

Cada um utiliza seus perfis nas mídias sociais da maneira que deseja e o legal dela é essa interatividade e sua velocidade na chegada de informações. Não estou criticando ninguém por conta desse post a parar de falar sobre suas coisas do dia-dia ou algo assim, apenas relatei situações que observo por aí com relação à privacidade na Internet. Para mim, ela não existe muito, pois tudo o que se diz, pode ser armazenado, salvo etc e fica meio complicado lidar com certas situações. Mas aí deixo a pergunta para vocês: Existe privacidade nas mídias sociais?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Pense bem antes de criar um perfil corporativo nas mídias sociais

Depois desse boom das mídias sociais, grande parte das pessoas e empresas criaram perfis no Twitter, Facebook, Linkedin, entre outros. Para nós, pessoas físicas, é muito interessante essa curiosidade de entrar em diversas mídias sociais e explorar o novo. Porém, muitas organizações estão ingressando nesse meio sem saber o real motivo e sim, pelo fato de ter virado moda (para mim, virou tendência) e não análisa minuciosamente qual seria a melhor ferramenta para atingir seu público e seus objetivos.

Para as empresas que querem ter perfis nas redes sociais, deve-se avaliar se realmente é necessário ingressar nela, verificar se seu público está em alguma dessas redes e quais as estratégias a serem utilizadas para atingir efetivamente essas pessoas com o intuito de fazer com que a marca seja bem vista pelos mesmos. Deve-se também ter a consciência que não se tem controle desse meio, bem como saber lidar com opiniões contrárias, críticas e polêmicas envolvendo a empresa. Um detalhe importante nesse aspecto. Quando isso ocorrer, deve-se buscar respostas convincentes e tratar com respeito o usuário, pois caso contrário, a organização pode ser mal vista na rede, sendo enxergada como autoritária e que só busca elogios.

Aliás, as organizações presentes na Internet devem interagir constantemente com seus usuários respondendo a perguntas, sugerindo idéias interessantes, dicas pertinentes, ou seja, gerar conteúdo de qualidade para conseguir a fidelidade de seu público. Um perfil de empresa sem conteúdo e monótono não agrega nada para as pessoas na rede e vai valer nada, só causará antipatia, será considerado um fail das redes sociais e dará prejuízos. No momento em que se consegue ter um bom relacionamento, interagir e produzir bons conteúdos, a chance de que seus seguidores se tornarem porta-vozes da organização é muito grande, pois eles próprios quando alguém criticar irão defender a marca sem precisar da intervenção da mesma. E esse é o bacana das redes sociais: não há como ter o seu controle.

Então, você que tem uma empresa e quer estar nas mídias sociais tome cuidado porque a partir do momento em que ingressar nela, não há volta, por isso, planeje bem suas ações e tenha uma equipe capacitada para geri – lá.

*Idéia do post surgiu após a ótima palestra de Pedro Waengertner sobre Marketing em Redes Sociais que assisti essa semana

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Chegou a nossa vez?

Como todos sabem Hosni Mubarak renunciou ao poder após 30 anos de governo no Egito. O povo que clamou pela queda do ditador, finalmente conseguiu derrubá-lo e a expectativa é que muita coisa mude no país africano.

A “Revolução do Nilo” como foi chamada, teve um grande aliado para que os manifestantes conseguissem êxito na causa: as mídias sociais. Digo isso porque muitos encontros foram organizados utilizando-se o Twitter e Facebook, conseguindo atingir boa parte da população. Outro meio utilizado pelos manifestantes foi o SMS. Mubarak até tentou censurar esses meios de comunicação, porém o barulho já tinha se espalhado pelo mundo e a imprensa passou a ter também um papel importante nesse contexto ao divulgar em demasia os acontecimentos.

Vendo o exemplo dos egípcios me veio à cabeça se não podíamos também fazer manifestações para tirar do poder pessoas como Sarney, Maluf, ACM Neto, dentre outros que durante muito tempo vem ludibriando o povo e fazendo com que o nosso país não cresça exatamente como ele pode e deve.  Tivemos um exemplo bom nas eleições do ano passado, que foi a aprovação da ficha limpa e que teve muita mobilização em busca de assinaturas por meio da internet e pressionou senadores, deputados e o então presidente Lula a aprovar a referida lei. Tudo bem que alguns políticos, que na teoria não poderiam se candidatar conseguiram se safar e foram até eleitos. Mas outros políticos não tiveram o mesmo êxito e ficaram de fora das eleições.

Acredito que como aconteceu no Egito, às mídias sociais podem ser um grande aliado do povo brasileiro para se manifestarem contra os políticos corruptos que freiam o crescimento do Brasil. Penso que ocorrerá um grande barulho em Brasília e mudanças tendem a ocorrer e também cabe a imprensa cumprir seu papel social de investigar, divulgar e apoiar essas iniciativas. Sei que pode parecer utopia minha, mas os políticos numa visão geral têm que se sentirem vigiados e saber que a população está observando eles, pois já que os órgãos responsáveis em fiscalizar essas pessoas são em muitas ocasiões coniventes, cabe a população cumprir a sua parte e tentar afastar essas do poder.