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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Chegou a nossa vez?

Como todos sabem Hosni Mubarak renunciou ao poder após 30 anos de governo no Egito. O povo que clamou pela queda do ditador, finalmente conseguiu derrubá-lo e a expectativa é que muita coisa mude no país africano.

A “Revolução do Nilo” como foi chamada, teve um grande aliado para que os manifestantes conseguissem êxito na causa: as mídias sociais. Digo isso porque muitos encontros foram organizados utilizando-se o Twitter e Facebook, conseguindo atingir boa parte da população. Outro meio utilizado pelos manifestantes foi o SMS. Mubarak até tentou censurar esses meios de comunicação, porém o barulho já tinha se espalhado pelo mundo e a imprensa passou a ter também um papel importante nesse contexto ao divulgar em demasia os acontecimentos.

Vendo o exemplo dos egípcios me veio à cabeça se não podíamos também fazer manifestações para tirar do poder pessoas como Sarney, Maluf, ACM Neto, dentre outros que durante muito tempo vem ludibriando o povo e fazendo com que o nosso país não cresça exatamente como ele pode e deve.  Tivemos um exemplo bom nas eleições do ano passado, que foi a aprovação da ficha limpa e que teve muita mobilização em busca de assinaturas por meio da internet e pressionou senadores, deputados e o então presidente Lula a aprovar a referida lei. Tudo bem que alguns políticos, que na teoria não poderiam se candidatar conseguiram se safar e foram até eleitos. Mas outros políticos não tiveram o mesmo êxito e ficaram de fora das eleições.

Acredito que como aconteceu no Egito, às mídias sociais podem ser um grande aliado do povo brasileiro para se manifestarem contra os políticos corruptos que freiam o crescimento do Brasil. Penso que ocorrerá um grande barulho em Brasília e mudanças tendem a ocorrer e também cabe a imprensa cumprir seu papel social de investigar, divulgar e apoiar essas iniciativas. Sei que pode parecer utopia minha, mas os políticos numa visão geral têm que se sentirem vigiados e saber que a população está observando eles, pois já que os órgãos responsáveis em fiscalizar essas pessoas são em muitas ocasiões coniventes, cabe a população cumprir a sua parte e tentar afastar essas do poder.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

As mídias sociais e o seu papel no Egito

Nos últimos dias, o Egito vem passando por um conturbado momento político, na chamada “Revolução do Nilo”, na qual manifestantes pedem o fim do governo de Hosni Mubarak, 82, que governa o país há 30 anos. Os protestos ocorrem desde o dia 25 de janeiro desse ano e levaram a morte dezenas de pessoas e a agressões de diversos jornalistas, fotógrafos e civis.

Durante todo esse período o presidente egípcio tomou medidas, como toque de recolher, bloqueio de acesso a internet e a telefonia buscando conter os protestos. Falando das mídias sociais nesse contexto, onde ela se encaixa? Vários manifestantes usaram principalmente o Twitter e o Facebook para convocar simpatizantes a participar da “Revolução do Nilo” e protestar contra o atual presidente para que este renuncie ao poder. A convocação deu certo, muitas pessoas foram para as ruas e o mais importante, ganhou dimensão internacional com várias pessoas emitindo opiniões contra o regime de Mubarak, a imprensa cobrindo os protestos e o ditador sendo pressionado.

Vendo que a força da Internet estava muito grande, o presidente resolveu tirar todo o acesso dessa importante ferramenta das pessoas, mais uma atitude autoritária de seu governo. Mais que isso, ele também bloqueou o sistema de telefonia impedindo também que as pessoas enviassem SMS para organizar melhor os protestos, além de ser mais uma ação para os indivíduos não terem acesso às informações.

Porém, contudo, todavia, as pressões internas e externas foram tantas, que Mubarak se viu obrigado a deixar o Partido Nacional Democrata (do governo) e isso foi entendido como sinal de que ele não irá disputar o cargo nas eleições presidenciais, que ocorrerá no 2º semestre.

Voltando as mídias sociais, o que eu entendo é um papel essencial dela nessa história toda porque aproximou ainda mais as pessoas que visam um país mais democrático onde elas tenham liberdade de expressão e sejam livres. A ferramenta também permitiu que o ato tomasse uma dimensão internacional e apesar de ter sido restringido o acesso à internet e telefonia, a atitude foi tarde demais porque nas redes sociais as coisas fluem em uma velocidade rápida demais e alcança proporções enormes também.

Também vejo uma evolução no aspecto dessas manifestações e acredito que agora ficou mais fácil. Porque antigamente quem organizava os protestos eram os partidos políticos conjuntamente com grupos sociais ou similares. Hoje, eles continuam se organizando, mas os civis também podem fazer o mesmo sem precisarem se encontrar em algum lugar antes é só marcar o ponto de encontro pelo Facebook, Twitter, SMS e fazer seu ato.

Então, nesse processo todo a Internet teve um papel fundamental para que o presidente egípcio finalmente montasse uma equipe de governo e, inclusive, indicasse que não participaria das eleições presidenciais desse ano, mostrando a força das mídias sociais e das pessoas que buscam mudar seu país para a melhor. Penso até que daqui a uns anos, quem sabe, meus filhos, sobrinhos ou netos não estudem na escola sobre esse fato, assim como eu estudei sobre a Revolução Russa, Revolução de 32 e Inconfidência Mineira. Seria a Revolução Digital!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Na Internet também se fala de política

Depois de muitos meses, finalmente acabaram as eleições. Definidos os representantes do nosso país para os próximos quatro anos e, no caso dos senadores, oito anos. Encerrada esta etapa do que muitos chamam de processo eleitoral democrático, destaco que essa foi a primeira eleição onde foi permitido o uso da Internet.

Esta foi uma ótima experiência, na minha opinião, para que os candidatos pudessem apresentar suas propostas, interagir com seus eleitores e criar um vínculo com eles. Alguns políticos, além de usar a Internet em si para fazer propagandas, utilizaram as mídias sociais para disseminar sua campanha e conseguir votos, em especial o Twitter e Facebook.

Avalio que uma parte deles conseguiu utilizar bem estas ferramentas ao conversar e responder perguntas de seus seguidores, falar sobre suas propostas e até compartilhar um pouco sobre sua vida particular para mostrar que acima de tudo também são seres humanos, o que acredito que aproxima ainda mais as pessoas do candidato. Observei também que outros fizeram “twitcam” e criaram comunidades para obter maior apoio do eleitorado e mais votos, claro. Contudo, muitos não souberam aproveitar as mídias sociais para conseguirem votos e se aproximarem do seu eleitorado, pois apenas jogavam informações e não interagiram com o público, achando que somente estando em um Twitter ou Facebook já seria o suficiente, muito pelo contrário isto gerou rejeição e até perda de votos.

Outro aspecto bacana que vi nestas eleições no ambiente da Internet, foi que muitos jovens comentaram e argumentavam sobre a política, candidatos, propostas etc, o que me parece que há certo crescimento de interessa por parte da população jovem do Brasil por política, um fato que muita gente vem cobrando nos últimos anos, o que significa um grande passo já que dizem que os jovens são o futuro do país.

Então considero positiva esta primeira eleições com o uso da Internet e apesar de muitos candidatos não terem aproveitado esta oportunidade, outros conseguiram e, provavelmente, nas próximas eleições eles vão olhar com uma visão mais estratégica e bem articulada para este grandioso e importante meio de comunicação que é a Internet.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Respeito ao próximo também vale na política

Bom, neste post vou abordar a política, principalmente na Internet, como enxergo que as pessoas estão se comportando e manifestando com relação a esta temática. Há uns post atrás falei sobre política nas redes sociais que muita gente a esta utilizando para se expressar sobre as eleições e tudo mais, o que acredito ser extremamente positivo, pois pelo que parece realmente boa parte da nossa querida nação está se preocupando com o rumo do Brasil.

Até aí tudo tranqüilo, porém continua me incomodando o modo que certas pessoas tentam persuadir as outras a votar em seu candidato. Observo certo terrorismo – sei que não é a palavra certa, mas foi a única que veio na minha cabeça – porque direto vejo emails, correntes, informações e publicações totalmente desencontradas, com poucos embasamentos e fontes duvidosas. É certo também que muitas dessas notícias os próprios partidos plantam para que sejam disseminadas na Internet, rádio, televisão, entre outros meios de comunicação. Mas para as pessoas que possuem acesso à informação, não custa nada pesquisar um pouco mais para saber se o fato procede ou não porque no momento em que você compartilha estas informações duvidosas ou inverdades, você contribui para a desinformação dos demais.

Nada contra as pessoas se manifestarem contra ou a favor de um candidato ou partido, mas desde que respeitem a opinião dos outros e se querem mudar a opinião de seus colegas, amigos etc devem expressar fatos, números e informações que comprovem o que estão dizendo. Se por acaso, isto não for suficiente, tudo bem a vida segue e deve-se respeitar o pensamento do próximo, seja ele favorável ou não, afinal somos livres pelo que sei não?

Estamos chegando em um momento de decidir quem será o próximo presidente do Brasil. Qualquer que seja o resultado, devemos torcer para que esta pessoa faça um bom governo porque vejo muitas pessoas torcerem para dar errado as coisas politicamente só para dizer: “Está vendo, avisei que se votasse nesse indivíduo o Brasil ficaria mal, bem feito” (sim, eu já escutei isso uma vez). Se por ventura este presidente fizer um péssimo governo, quem sofrerá as conseqüências serão todos nós.

Então vamos continuar nos interessando por política, que confesso é um assunto complexo, mas respeitemos a opinião e posições dos outros, pois vivemos em um país com liberdade de expressão, onde todos têm vez. Vote consciente, busque saber o que o candidato fez de bom para sua cidade, estado e/ou país e aposte na sua convicção e não os que outros acham que é o melhor. Bom, é esta minha opinião, que pode estar totalmente equivocada, mas até que me provem o contrário acredito que assim que devemos seguir nossa conduta neste tema.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Bra Bra Brasilll


Bom como todos sabem, estamos no período eleitoral e tudo mais e o Ministério da Justiça orienta de como é importante votar consciente, aquelas coisas todas que toda eleição eles divulgam, porém concordo com as propagandas e realmente deveríamos pensar no voto consciente. Os brasileiros não têm muito a cultura de se engajar na política por motivos históricos, pelo fato de termos uma democracia muito recente e também porque a maioria dos nossos políticos não ajudam, por conta dos mensalões, quebras de sigilos, corrupção em geral que terminam desanimando nós brasileiros.

Apesar disso, eu, particularmente, curto política, pois ela está presente em nossas vidas. Tudo que fazemos esbarramos na política, ao comprar um simples pãozinho a política já entra em nossas vidas. Feita esta longa introdução, vou começar a focar. Neste ano, elegeremos Presidente, Governador, Senadores, Deputados Federais e Estaduais. Estas pessoas serão as principais responsáveis pelo rumo que nosso país irá tomar nos próximos quatro anos – no caso dos senadores oito anos. Por isso, temos que ter muita consciência na hora de votar, é duro assistir o horário eleitoral, porém existem algumas propostas que valem a pena prestar atenção e analisá-las para realmente definir quais candidatos serão os melhores para o nosso querido país.

O que mais me irrita é ver que pessoas votarão no Tiririca, Cameron Brasil, Mulher Pêra, Melão, entre outras figuras que nada entendem de política e não possuem nenhuma proposta que vai contribuir para melhorar a saúde, educação, qualidade de vida, entre outros aspectos. Realmente é difícil acreditar que a política no Brasil vai mudar, mas com estas pessoas citadas acima é que não muda mesmo. Hoje, se pode acompanhar cada passo dos políticos, por meio dos sites dos próprios, do Senado, da Câmara, dos Ministérios, além disso, as sessões da Câmara são abertas ao público. Lá, eles votam diversos projetos que nem imaginamos e mudam nossas vidas, aumentam uma taxa aqui, entre outras coisas.

Finalizando, os candidatos que ganharem as pessoas não podem torcer contra, pois será como se estivéssemos torcendo contra nós mesmos, que estes governantes façam trabalhos brilhantes e lembrem que representam 190 milhões ou mais de brasileiros, onde, em sua maioria, acordam cedo, ganham mal, sofrem e sustentam uma família inteira e até mesmo aqueles que têm uma condição melhor, mas que também trabalham e ganham seu dinheiro honestamente.

Sei que não é nada fácil acompanhar isto, mas acredito que o nosso país tem muito potencial e nós também temos responsabilidade, pois elegemos estas pessoas, vai parecer brega e clichê, mas votem conscientes e tentem acompanhar a conduta destes políticos.