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terça-feira, 22 de maio de 2012

Você não acha, mas todos estão de olho no que você escreve

Fiz aqui no blog alguns textos referentes aos cuidados e bom senso que devemos ter ao publicar ou emitir opiniões nas redes sociais, pois dependendo do teor ou do conteúdo isso poderá acarretar em problemas na sua vida, inclusive judiciais.
Não sei se vocês se recordam, mas em 2010, logo após a vitória da atual presidente Dilma Roussef sobre José Serra, uma estudante de direito chamada Mayara Petruso emitiu o seguinte comentário na sua página do microblog Twitter: “Nordestino não é gente, faça um favor a SP, mate um nordestino afogado”. Isso porque a atual presidente recebeu milhares de votos naquela região, o que contribuiu para sua vitória na corrida eleitoral de 2010. Tem um post relacionado que também falo sobre isso: “Tudo o que você disser pode ser usado contra você “.

Bom, a então estudante nunca imaginaria que esse infeliz comentário pudesse lhe trazer problemas, mas a situação causou uma revolta surreal nas redes sociais, com gente xingando, criticando e até ameaçando a menina. O pior pra ela estava por vir, ela foi processada pela OAB e pelo Ministério Público e foi aceito o pedido. Na semana passada saiu a sentença dela: 1 ano, 5 meses e 15 dias de reclusão. A pena foi convertida em pagamento de multa de R$ 500 e prestação de serviços comunitários. A juíza que julgou o processo acredita que Mayara já sofreu parte da punição por causa do constrangimento moral, pois foi “obrigada” a sair da faculdade onde estudava, ficou meses sem sair de casa com medo de sofrer algum tipo de agressão, seja verbal ou física, ter mudado de cidade temendo manifestações contra sua pessoa, entre outros fatores. Contudo, o Ministério Público de São Paulo irá entrar com recurso contestando a pena, pois acreditam que a atual é insuficiente, ou seja, o problema da garota não terminou por aí.


O que quero dizer com esse post, é que somos livres e na Internet mais ainda, pois podemos emitir nossas opiniões, ideias, pensamentos etc, porém dependendo do que for publicado seja algo ofensivo, racista ou até polêmico, você está sujeito a reclamações, protestos, ameaças ou em casos mais graves responder na Justiça os seus atos. As pessoas têm que estarem cientes que se for algum pensamento racista, recomendo que reveja seus conceitos, pois isso é uma das maiores burrices do ser humano e pode acarretar as mesmas situações descritas no começo do texto.

Acredito que a Internet, principalmente as redes sociais são ferramentas essenciais nos dias de hoje, tanto para nos comunicarmos quanto para troca de informações, além de outras importantes funcionalidades, só acho que muita gente não a utiliza do modo certo e também não tem bom senso nesse ambiente. Então, não pense que tudo o que você fala passa despercebido, pois na verdade todos estão de olho em você!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

“Menos Luiza, que está no Canadá” vira hit nas redes sociais e traz lucros para empresa e família

O sonho da maioria dos publicitários e de quem trabalha nessa área é produzir uma publicidade viral (que são técnicas de marketing que tentam explorar redes sociais pré-existentes para produzir aumentos exponenciais em conhecimento de marca), ou seja, fazer com que as pessoas divulguem seu vídeo ou algo relacionado. Porém, essa é uma tarefa muito complicada ainda mais na internet, onde as coisas não são facilmente manipuladas como na TV e rádio em que você é “obrigado” a assistir ou ouvir determinadas propagandas.

Muitas vezes, a propaganda é até realizada com o conceito certo, contudo não vai garantir que se torne viral. Nas redes sociais vídeos bizarros se tornaram viral, como por exemplo, o “Aham, senta lá Cláudia”, da Xuxa, em 1900 e la vai bolinha ou os “Bons Drinks” da Luisa Marilac.  Bom, vamos ao foco do post.






Recentemente, foi veiculada na Paraíba, uma propaganda de um novo empreendimento voltado para as classes A e B, protagonizado pelo colunista social Gerardo Rabello. Quase no final do anúncio ele diz que o novo empreendimento é tão bom que ele convocou toda a família e adicionou: “menos minha filha Luiza, que está no Canadá, fazendo intercâmbio. Em pouco tempo, a frase começou a fazer sucesso nas redes sociais e até foram criadas hashtags (#) com ela.

O músico Lenine fez um show, em João Pessoa na semana passada, e agradeceu à todos que foram ao show, “menos Luiza, que está no Canadá. Empresas também enxergaram uma oportunidade nisso. O ex-jogador Ronaldo, que trabalha pra Claro postou no seu twitter: “Tá todo mundo participando do Desafio Claro. Menos Luisa, que está no Canadá”. O perfil da TAM postou a seguinte mensagem também no Twitter: “A Luiza está no Canadá, mas se você prefere ir para a Europa, com o nosso promocode você ganha 15% de desconto p/ voar até 15/04”. Ou seja, as empresas viram uma oportunidade nesse acontecimento e foram rápidas em elaborar ações para fazer negócios.

Já com relação ao empreendimento paraibano, segundo a reportagem do portal Época Negócios, a empresa responsável vendeu três apartamentos em seis dias, ainda de acordo com a reportagem, a garota Luiza foi contratada para um novo comercial e receberá um cachê quatro vezes maior que do seu pai, nada mal não é?

O fato é que fazer viral não é simples, acredito também que não há receita de bolo para isso e na Internet as coisas são espontâneas, ocorrem do nada. Não sei se os responsáveis da propaganda imaginavam isso, mas deram sorte porque a ação que eles fizeram superou as expectativas. Para quem não viu a propaganda, segue o vídeo abaixo.

Por @brunnofr



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Quem assiste Big Brother é sem cultura?

Para desespero de muitas pessoas começa nesse dia 10 de janeiro, a 12ª edição do Big Brother Brasil. Aí você já vai falar: “Putz, já vai dar ibope para esses caras” ou “Não acredito que você assiste esse programa”. A questão nesse post não será defender ou criticar o programa, eu até tenho minha opinião formada sobre o assunto, mas o que vou explanar aqui é sobre o #mimimi que muita gente está fazendo nas redes sociais por conta do BBB.

Na minha timeline e na de muitos amigos meus no Facebook, tem muita gente postando mensagens e fotos como se fosse uma campanha para não se falar sobre o programa na rede social. No Twitter, é a mesma coisa e vários blá blá blá. Eu até entendo que realmente é muito chato quando sua timeline é lotada de um mesmo assunto, principalmente quando é um do qual você não curte e nem faz questão de saber. Contudo, não vai ter jeito e as pessoas vão falar do Big Brother pelo menos até abril ou maio.

Extraído de uma campanha no Facebook: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=209342572487115&set=a.170225656398807.44667.100407896713917&type=1&theater

Sou da opinião que não se pode repudiar as pessoas por assistir o programa e fazer seus comentários nas redes sociais das quais fazem parte. Vi gente dizendo que quem assiste não tem cultura, que é fútil etc e tal. Disso discordo plenamente, pois existem muitas pessoas que trabalham ou ocupam cargos importantes, estudam, são donas de seus próprios negócios ou executam algum outro tipo de atividade relevante no seu dia-dia e ao chegar em casa com a cabeça tão pesada com os problemas do dia, vê nesse programa uma possibilidade de relaxar e tirar momentaneamente suas preocupações. E no BBB sempre existem brigas, pessoas fazendo coisas engraçadas, intrigas, azaração etc e muitas pessoas gostam de assistir esse tipo de situações, que em certas situações chegam até ser engraçadas.

No final das contas, na televisão não existem muitos programas na TV aberta, que são atrativos do ponto de vista do entretenimento e os telejornais que também são importantes, em sua grande maioria só falam de desgraças ou fatos ruins e programas como esse é uma forma das pessoas “sairem” dessa realidade, dar umas risadas e tudo mais. Penso que não podemos repudiar os que assistem BBB, Pânico e até mesmo CQC, pois cada um vê aquilo que quer e há casos no qual o mesmo indivíduo que dá risadas com esses programas, assiste o Roda Viva, da TV Cultura, que na teoria agrega bem mais ao cidadão.

Portanto, conforme-se com o fato de ter em sua timeline comentários e postagens sobre o Big Brother, mas há opções para evitar isso. No Twitter, você pode dar unfollow nessa pessoa e segui - lá novamente quando o programa acabar. No Facebook, agora você pode assinar quantas ou quais atualizações de seu amigo ou pode simplesmente bloquea-lá pelo período que desejar caso seja de seu interesse. Ah, tem mais opções: se ausentar das redes sociais por um período ou ignorar as postagens, mas aos que curtem o programa também tenha consciência que haverá reclamações dos usuários, agora se você vai se importar ou não, já é outra história.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O poder das redes sociais sobre o conteúdo dos usuários

Há uns dias atrás, li uma matéria na Folha Online sobre redes sociais e que me trouxe muitas informações das quais desconhecia e acredito que a maioria dos usuários dessa ferramenta desconheça.

Na matéria eles usaram um exemplo de uma foto que por ventura fez sucesso entre seus amigos no Facebook. Se ela for utilizada pela empresa como propaganda sem a autorização da pessoa, ela pode, aliás outras mídias sociais também podem fazer esse mesmo procedimento. Sabe aqueles termos de uso e às políticas de privacidade da rede social que ninguém lê, mas assinala a opção “Li e concordo com os termos”? Pois é, ao fazer isso, você permite que essas empresas utilizem as informações postadas por você, acesse às suas informações pessoais, fotos etc.

Aliás, na matéria da Folha, informa que a rede social também não é responsável pelas publicações postadas pelos usuários, segundo o Superior Tribunal de Justiça. Na reportagem, eles até citam um caso em que a corte isentou o Google de indenizar uma pessoa que teve um perfil “fake” criado no Orkut. A decisão dizia que a empresa não era obrigada a inspecionar previamente os conteúdos, apenas seria culpada se por conta de uma decisão judicial, não retirasse o conteúdo ou desativasse o perfil em questão.

Esses termos de uso ainda têm outros aspectos polêmicos, como a possibilidade das redes sociais alterarem a qualquer momento alguma regra, sem precisar avisar os usuários. Convenhamos que a pessoa tem que ter uma paciência danada para ler as dezenas de páginas que têm esses termos e quase ninguém faz isso, porém como explicou um advogado entrevistado pela Folha, quando você aceita o termo de uso sem ler, a pessoa está sendo negligente e concordando ou não com alguma medida adotada pela rede, você “disse” que concordou.

Fonte da imagem: http://ileitura.files.wordpress.com/2009/03/applescriptutilitysw01.png

Então, você que acha que pode sair falando o que quiser e tudo mais, tenha consciência que é o único responsável por isso pelo que venho lendo sobre o assunto. E se você também acha que suas informações não podem ser acessadas pelo Orkut, Twitter, Facebook, Google+, não se engane, inclusive, eles até podem utilizar para traçar perfis para empresas que queiram anunciar em suas redes, além de poderem utilizar suas fotos e tudo mais. Obviamente, para evitar conflitos vejo que as detentoras das redes não costumam fazer isso, utilizam exemplos e fotos dos próprios funcionários da empresa ou do seu CEO quando anunciam novidades e tudo mais.

Resumindo: ou você lê os termos e as políticas de privacidade da rede antes de ingressar nela, ou aceita sem ler e não se importa com as situações descritas acima ou, simplesmente desisti dessa rede social e parte para outra. O fato é que por enquanto não há uma legislação totalmente clara e de fácil entendimento da Internet o que sempre gera essas controvérsias, então é bom ficarmos de olho.

Curiosidade:

Os termos de uso e políticas de privacidade do Facebook equivalem a leitura do O Evangelho segundo São Marcos.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Como os usuários utilizam o Twitter

O Twitter é muito popular no mundo afora e, principalmente no Brasil. Muitas pessoas possuem perfil nessa rede social e a utilizam de diversas maneiras: seguir e saber novidades das marcas, informações de pessoas públicas, manter contatos com amigos distantes ou não ou para outros fins.

Em um post recente do portal Mashable mostrou como as pessoas utilizavam o Twitter por meio de um infográfico (confira abaixo). Como está em inglês, vou citar alguns pontos mais relevantes.

Segundo o infográfico, 37% dos usuários acessam a ferramenta diversas vezes ao dia, sendo que 64% das vezes, elas utilizam seu desktop para usar o Twitter. Com relação aos motivos que levaram as pessoas a criar um perfil na rede social, 33% disseram que foi por conta de uma recomendação de um amigo, 30% para saber sobre o que se tratava e 15% para seguir as celebridades ou marcas (existem outros dados, mas só estou elencando alguns mais interessantes).

Os que responderam que seguiam marcas, 31% disseram que acompanham de 1 a 5 empresas no Twitter e o motivo para segui-lás é para conseguir descontos (68%) em seus produtos, já que esse meio é muito utilizado para promoções das marcas. Um último detalhe: 10% das pessoas que participaram da pesquisa não sabem o que é uma hashtag # (o jogo da velha)

Bom, abaixo vocês podem conferir os números e as análises do que eu escrevi acima.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Segundo estudo, 83% dos usuários do Google+ estão inativos

O Google+ foi lançado com uma grande expectativa e com a intenção de bater de frente com o Facebook. Em posts anteriores ilustrei melhor as funcionalidade dessa nova rede social e a opinião de um especialista no assunto e de usuários. Claramente as duas plataformas são diferentes, mas o objetivo delas são os mesmos: atrair a atenção de todos e que sejam constantemente utilizadas.

Em duas semanas após sua implementação, o Google+ conquistou 10 milhões de usuários, o que dava indícios de uma promissora vida para a nova rede social. Porém, em estudo recente da Analytics Bime com os 10 milhões de usuários do Plus, apenas 17% postam algo e colocam conteúdo na rede e 83% estão inativos ou sequer acessam seu perfil. O estudo ainda revela que 48% dos usuários nunca postaram uma mensagem pública.

Já ouvi e também já li que o Plus é mais um fracasso da Google, mas acredito que seja muito cedo para determinar se a rede social deu certou ou não. Exemplos não faltam, o próprio Facebook demorou alguns anos para deslanchar e ser o que é hoje. Com o Twitter também foi a mesma coisa, então precisamos esperar para ver o que vai acontecer, além do mais o Google está constantemente recebendo recomendações dos usuários para melhorar o Plus e muitas funcionalidades dessa rede social são úteis e interessantes, então vamos aguardar e ver o que vem por aí, mas para vocês o Google+ fracassou?

Fonte: Blog Mídia8!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Como ter uma ideia da imagem da sua empresa nas redes sociais?

Hoje em dia muitas pessoas fazem parte de alguma rede social e de uns tempos para cá, as organizações passaram a aderir essa ferramenta para promover seus produtos e serviços e para se relacionar melhor com seu público-alvo e em potencial. Lembrando que não se deve entrar no mundo das mídias sociais do nada, é necessário ter planejamento e verificar se é coerente utilizar esse canal de comunicação e qual rede social ingressar.

Uma das formas de avaliar isso é fazer uma simples pesquisa na ferramenta de busca do Twitter e inserir o nome da sua marca. A pesquisa lhe trará resultados sobre o que os usuários estão falando da empresa, claro que é necessário certo trabalho para mensurar essa pesquisa porque muitas vezes o nome da marca não tem a ver com o contexto ou com o seu objetivo.

Existem ferramentas pagas que ajudam a monitorar melhor o que se diz sobre uma determina organização nas redes sociais e pode facilitar esse trabalho de mensurar, como a SocialMetrix, BrandsEye, PostRank, Radian6, e Scup.


Eu vou falar de um estudo simples que eu mesmo fiz sobre uma empresa que seria utilizado para uma apresentação do grupo de estudos de redes sociais do qual faço parte. O estudo foi em cima da marca Samsung e utilizei o Twitter para saber a opinião das pessoas. Foram analisadas 200 menções que julguei pertinente para a imagem institucional da empresa.  Vejam os resultados:
  • Reclamação de aparelhos celulares que vieram com defeitos (19,17%);
  • Defeitos em outros produtos - DVD, TV etc - (14,24%);
  • Críticas ao suporte técnico oferecido pela marca (15,23%);
  • Solicitação de suporte técnico via Twitter (7,61%);
  • Não recomendam a marca por conta de uma má experiência com a mesma (4,76%);
  • Solicitações de informações (preços de celulares, tv´s, atualização de sistema de celular etc) (15,23%);
  • Elogios a marca (2,85%);
  • Críticas diretas a marca (3,80%);
  • Críticas aos produtos (2,85%).

As hashtags mais utilizadas pelos usuários foram: #Galaxy Tab, #Galaxy S, #Samsungfail, #Samsungnuncamais, #Samsung. Percebi também outras menções referentes a Samsung falando de dicas de produtos, atualização de sistema e propagandas de revendedoras.

A organização possui um canal no Twitter, que a meu ver não é muito eficaz e necessitaria de um investimento maior em profissionais capacitados para atender esse público e agilidade nas respostas dos usuários, pois a cada dia as pessoas se tornam mais exigente e nas redes sociais as coisas acontecem muito rápidas e quem estiver dentro dela deve estar preparado para isso.

Esse foi um simples exemplo para se saber como sua marca está sendo enxergada pelo seu público e se é necessário fazer alguma ação dentro da rede, seja ela no Facebook, Twitter, Linkedin, entre outras. Mas sempre é bom saber o que os outros falam sobre você não é?

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O #mimi das pessoas nas redes sociais

Vivemos em um mundo muito corrido, em que temos diversas responsabilidades, somos cobrados diariamente pelos nossos chefes, clientes, parentes, entre outras pessoas do nosso cotidiano. Convivemos em um ambiente, em sua grande maioria, rodeado de estresse, o que nos deixa muito cansado e com a cabeça cheia. As redes sociais, nos últimos anos, surgiram como mais uma opção de válvula de escape para os indivíduos, pois além das possibilidades de compartilhamento de informações, fotos e vídeos, têm uma maneira descontraída e em alguns momentos até cômica, o que nos ajuda a tirar um pouco esse estresse e esquecer momentaneamente desse mundo agitado que vivemos.

Porém, contudo, todavia, venho observando alguns comportamentos que me incomodaram e me fizeram escrever esse post. As pessoas levam as coisas que postamos nas mídias sociais muito a sério, reclamam e criticam demais. Não se pode postar uma piada ou postar algo que determinadas pessoas não concordam que aparece um monte de gente com várias pedras na mão para lhe atirar. Calma gente, não precisa levar tão a sério as coisas na rede. Claro, que se forem conteúdos racistas, desrespeitosos ou algo similar, o indivíduo deve ser repreendido mesmo, caso contrário, não há motivo para revoltas.

Pessoas do mundo artístico são algumas que enfrentam esse problema, principalmente artistas que tem Twitter. O Bruno Mazzeo ao ver pela primeira vez o Luan Santana disse no seu perfil do Twitter que o cantor era a versão vesga do Wagner Moura, pois o cantor sertanejo realmente é estrábico. Depois de ter postado isso, ele recebeu milhares de tweets de fãs de Luan xingando e ofendendo ele pela declaração. Deixando de lado se você gosta ou não do Mazzeo, não vi nada demais no comentário dele, pois não interpretei o comentário como uma ofensa ou algo assim, visto que realmente o rapaz tem esse problema, o que não o impede de seguir sua vida normalmente, mas esse fato gerou e gera polêmica até hoje.

Fonte: http://parafernaliasvirtuais.files.wordpress.com/2011/05/e5f2_like_dislike_stamp_set.jpg?w=510&h=441 

Falando de exemplos de pessoas próximas a mim, o que eu já vi de brigas de amigos meus via rede social não é brincadeira e, às vezes, pessoas que nem te conhecem direito vem te criticar ou entra na conversa do nada. Em algumas ocasiões temos que ter bom senso, se é postada uma mensagem de certa pessoa e você não concorda, não precisa ficar batendo boca, principalmente se você não a conhece direito. Para isso foi criada a opção unfollow, no Twitter, ou ocultar publicações da pessoa em questão, no Facebook.

Tudo bem, que nas mídias sociais podemos ser mal interpretados porque não há como saber se a pessoa foi irônica, se falou a verdade etc, talvez, por conta disso ocorram esses fatos, mas por isso que eu acho que as pessoas devem ir com mais calma e com menos pedras na mão nas suas atitudes na rede. O mundo já é tão corrido e complicado, então para que complicar mais? Se bem que essa é uma opinião minha e posso estar equivocado em diversos pontos. Minha intenção não é causar polêmica ou julgar ninguém porque não tenho essa capacidade nem esse direito, só acho que partes dos usuários reclamam muito dos outros e fazem muito #mimimi. Para mim, as mídias sociais são um local ótimo para sabermos de notícias do dia-dia, postarmos fotos, vídeos e compartilhar informações relevantes, manter contato com amigos e não saber das lamentações dos outros.

Um depoimento da publicitária Ana Carolina Mori resumi bastante o que eu acho do uso das redes sociais e finaliza esse post. “Aposto que se você fizer uma pesquisa ampla, vai ver que as opiniões são muitas. Eu uso as redes sociais em busca de noticias, sou uma pessoa viciada em noticias e pra falar com meus amigos e não para ler mimimi, onde as pessoas estão ou se está legal ou péssimo o dia delas.”

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O Google+ vai ameaçar o Facebook?

Após quase 20 dias de uso do Google+, já posso dar meus pitacos sobre o que achei dessa nova rede social que tem a intenção de bater de frente com o Facebook. A minha primeira impressão foi de uma página bem limpa, de fácil visualização, diferentemente de como é o Orkut, por exemplo, onde quem não conhece a rede, se perde fácil.

A inovação e o diferencial da nova rede ficou por conta dos circles (círculos), no qual você pode separar seus contatos em grupos, de acordo com o grau de intimidade que você possui com eles. Essa funcionalidade permite que você compartilhe informações apenas com determinadas pessoas, caso deseje.

Também existe a possibilidade de integração do Google+ na barra de navegação do seu computador e a cada vez que tiver uma movimentação na rede, você é notificado permitindo que o usuário fique atualizado do que rola nela e navegar sem precisar voltar para a página inicial do Google+.  Outra funcionalidade disponibilizada foi a de liberação de dados, na qual você pode fazer o download dos seus dados dos álbuns do Picasa, Perfil, Google+, Buzz e Lista de contatos, semelhante ao novo recurso de download de informações do Facebook.

Entre as críticas que eu li sobre o Google+, está a falta de integração com as outras redes sociais, mas isso pode ser melhorado, acredito eu, já que na própria rede social é possível mandar sugestões de melhorias da rede.

Bom, para vocês terem uma dimensão maior de como é o Google+, eu recorri a ajuda de uma pessoa que conhece bem essa área de mídias sociais, que é o Luciano Palma. Ele é consultor estratégico de mídias sociais, trabalhou 22 anos com TI e hoje se dedica às redes e mídias sociais, presta consultorias e ministra treinamentos e palestras. Criou um Curso de Estratégias de Mídias Sociais para Empresas que está em sua 4ª edição, nos dias 13 e 20 de agosto, em São Paulo.

Todo mundo atrás de um convite do Google+

Luciano Palma contou que acompanhou o início do Google+ desde o começo e que todo mundo estava atrás de um convite para testar a nova rede social. “Todos queriam um convite para o G+, mas ninguém sabia como conseguir. Até que um grupo de pessoas se organizou e quem recebesse um convite deveria compartilhar com os demais. Isso aconteceu e dava para sentir a correria para entrar no Google+” – revelou Palma. Segundo ele, esse acontecimento resumiu como a rede social do Google nasceu: gerando uma grande curiosidade e interesse dos "early adopters”, que são pessoas que testam as novas tecnologias antes de todo mundo.

Diferencial da rede

Luciano acredita que o Google acertou na criação da sua nova rede. “Gostei muito do que vi, e a primeira diferença que se percebe é muito bem-vinda: os "Círculos" não exigem conexão/aprovação bidirecional. Se alguém quer ouvir o que você tem a dizer, te adiciona em um círculo e pronto! O Google+ nasceu dando uma sensação de mistura de Facebook com Twitter”.

Ameaça ao Facebook

Para ele, o Google+ é uma ameaça para a rede social de Mark Zuckerberg. Pois o Facebook bloqueou a exportação de dados sobre as redes de seus usuários e chegou ao ponto de impedir cadastrar links para a nova rede. “Isso durou pouco tempo, porque estava pegando muito mal” – falou palma.

O caminho é a integração

Finalizando sua análise sobre o Google+, Palma acredita que as empresas precisam disponibilizar ferramentas para que as pessoas se conectem, de forma rápida e eficiente. “O caminho é a integração. Se cada plataforma começar a se fechar em si mesmo, isto alimentará o comportamento de "escolha" por uma delas, e talvez o embate leve a um cenário de vencidos e um vencedor. Eu espero, sinceramente, que a coisa não se dê por este caminho e que a integração aconteça. Assim, teremos mais concorrência e teremos melhores opções para nos conectarmos com a nossa rede. ”

Veja o que alguns usuários do Google+ acharam da nova rede social:

“O Google+, apesar de utilizar ferramentas novas e procurar ser mais organizado que o Facebook, é como se fosse uma "versão melhorada" do concorrente. Naveguei e não vi uma grande novidade, não me surpreendi, logo, não tive vontade de usar.” – Maíra Natássia, jornalista e atriz

“Me parece ser uma rede social muito maneira, e até mais bem organizada que o Facebook, mas creio que a resposta seja uma só: O pessoal simplesmente não vai ter tempo útil para utiliza-la. Já existem muitos tipos de rede, e entrar mais uma, na minha opinião, fica difícil.” - Fabio Arter, publicitário

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Você é totalmente responsável por aquilo que diz, tuita e compartilha

Quando fui no Youpix – evento de mídias sociais –  na metade do 1º semestre desse ano, assisti a um debate que falava sobre como aquilo que dizemos na Internet pode impactar nossas vidas, para o bem ou para o mal.

Um dos exemplos usados foi daquela estudante de direito que publicou em seu twitter a infeliz frase: “Nordestino não é gente, faça um favor a SP, mate um nordestino afogado”. O comentário foi postado na última eleição para presidente, após confirmada a vitória da presidente Dilma. Diante disso, lá no evento, o pessoal começou a discutir que as pessoas devem ter cuidado ao dizer algo, pois quando cai na Internet pode ser replicado para milhões de pessoas e dependendo do que for, pode te ajudar ou lhe prejudicar.

Fonte: http://www.pontomarketing.com/wp-content/uploads/sns.jpg 
Por isso, eles fizeram uma espécie de mandamento das redes sociais. Eu anotei super rápido e algumas delas nem consegui copiar, bem como as pessoas que criaram as frases. Então já esclareço que não fui eu que criei, mas tomei conhecimento delas no Youpix. Algumas delas eu concordo, outras não, mas vale a discussão e fiquem à vontade para criticar, compartilhar etc.

Mas antes de qualquer coisa, é preciso ter bom senso na rede e ter consciência que nem tudo que você faz ou pensa deve ser compartilhado na Internet, mas aí vai de cada um. Bom, vejam abaixo as frases.

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que tuitas”

“Terás consciência de que o milagre da multiplicação dos followers não levará à tua canonização”

“Não imploras por seguidores. Jesus quando estava vivo só tinha 12 e não reclamava”

“Se teu timeline no Twitter é uma bomba, não reclames, a culpa é tua”

“Deus no céu e Google na terra”

“Não twittarás indiretas para o vosso chefe”

“Não cutucarás ninguém no Facebook! A não ser que tenhas segundas intenções”

“Não esquecerás que o Orkut foi quem lhe ensinou a conviver em redes sociais digitais”

“Não darás falso testemunho usando o mesmo IP”

“Pedir para se fazer um viral é a mesma coisa que se fazer um Best-seller”

“Não tuite se estiver bêbado”

terça-feira, 7 de junho de 2011

É necessário planejar antes de colocar sua empresa nas redes sociais

O post de hoje será voltado mais para empresas que desejam ingressar no mundo das mídias sociais e que acham essa tarefa simples. Bom, não é tão fácil assim e nem tão complexo, mas é necessário entender alguns aspectos.

Primeiro, é necessário verificar se realmente é preciso estar nas redes sociais, se seu negócio se encaixa nessa ferramenta e não ingressar porque todo mundo está nela. Também Leve em consideração se seu público alvo encontra-se nesse meio e se existe alguma demanda para tal. É interessante fazer uma busca rápida no Twitter, por exemplo, para saber o que estão dizendo sobre a sua marca, tanto os aspectos positivos e negativos, pois a partir daí é possível avaliar se é importante fazer uma ação dentro dessa ferramenta.

Cumpridas essas etapas e comprovada ou identificada a necessidade de ter um perfil corporativo nas mídias sociais, faça o planejamento desse perfil, delimitando o público alvo, elaborando estratégias para atingi-los e o mais importante de tudo: produzir conteúdo de qualidade. Essa etapa é essencial porque os usuários da Internet são bombardeados a cada momento por inúmeras informações e para conseguir prender sua atenção, é preciso oferecer a eles conteúdo de qualidade e que seja útil para os seguidores da marca.


Outra etapa primordial é o engajamento. Fazer com que as pessoas sintam-se mais próximas da marca, participe de decisões sobre a escolha de um novo produto ou serviço, possibilitando o usuário a opinar e conversar com a empresa são ótimas maneiras de obter sucesso nas mídias sociais. Claro que não é uma tarefa fácil, por isso, que é preciso fazer um planejamento. Quando se obtêm esses aspectos, a organização consegue que seus seguidores sejam porta-vozes da instituição, fazendo que eles a defendam na rede quando surgir alguma crítica ou recomendando a mesma para amigos, familiares etc.

Outros aspectos importantes são: contratar profissionais qualificados para gerir as mídias sociais da organização e conseguir ROI (Return of Investment). No primeiro caso, já vi muita gente colocar para administrar a rede de uma organização uma pessoa que entende de Internet e não um profissional gabaritado para realizar as etapas citadas acima. Quando isso ocorre, o insucesso é quase que certo e a alta administração alega que dinheiro foi jogado fora e que gastar com redes sociais é desperdício. Para calcular o ROI, é mais complicado e ainda não se sabe ao certo como fazê-lo, porém algumas organizações avaliam o sucesso nas redes a partir dos números de seguidores no Twitter, usuários que compraram o produto via mídias sociais, números de curtir na página da empresa no Facebook, entre outros. O fato é que esse retorno pode ser qualitativo, ou seja, engajamento com os usuários permite o estreitamento de laços com os simpatizantes da marca e possibilita angariar novos clientes e, consequentemente mais dinheiro.

Então, ter um perfil empresarial no Facebook, Twitter, entre outros, não é tão simples quanto parece e necessita-se de planejamento e profissionais que entendam da área. Também é preciso que a alta administração entenda que é um trabalho árduo e o resultado pode vir de médio a longo prazo e existe a possibilidade do retorno sobre o investimento vir sob forma de elogios, sugestões, defesa da marca etc o que levará lá na frente à um retorno em dinheiro para a empresa.

domingo, 3 de abril de 2011

Como medir o ROI nas mídias sociais?

Como temos visto, muitas organizações têm criado perfis nas mais diferentes mídias sociais. O investimento nessa área também vem crescendo. Em 2010, foram injetados em redes sociais 3,4 bilhões de dólares, o que mostra que essa ferramenta vem ganhando um tremendo poder na forma de comunicação entre empresas e consumidores.

Contudo, os profissionais que trabalham com mídias sociais sofrem bastante para justificar todo esse dinheiro. Porque ainda não há, pelo menos eu ainda não vi, uma forma exata de medir o ROI ou o retorno sobre o investimento dessas ferramentas e como os donos das empresas, gerentes etc precisam prestar contas para acionistas e saber o quanto está tendo de retorno, nada mais comum de quererem saber se o investimento realmente valeu à pena.

Só que nesse ambiente virtual a forma de avaliar o ROI é diferente de como é realizados nas mídias tradicionais. Ele é medido, por exemplo, pela quantidade de tweets feitos pelos usuários com relação e empresa, se eles a recomendam, entre outros aspectos. É necessário avaliar de forma qualitativa a atuação do perfil da organização na Internet, ou seja, analisar se o que falam sobre a empresa é positivo ou negativo, pois as pessoas ao fazer um comentário expressam sua aprovação ou não de um produto ou alguma informação que pode ser relevante para a marca e os profissionais que gerem o perfil da empresa na Internet devem prestar a atenção nesses aspectos.

Nas mídias sociais quatro motivações chaves direcionam o uso dela pelos clientes, os chamados 4 Cs: conexões, criação, consumo e controle. Para explicar as motivações vou utilizar um exemplo: quando uma pessoa vai até o Twitter reclamar ou elogiar uma marca, na maioria das vezes, ela é uma “consumidora” da mesma. Ao fazer um comentário, ela termina “criando” um fato ou situação, compartilhando esse fato com seus seguidores, ou seja, suas “conexões”, e realiza esse comentário sem ser censurado por ninguém (“controle”).

Mas não se pode somente, analisar esses comentários é necessário interagir com seus seguidores e fãs. Nas mídias sociais o que prevalece é o relacionamento e quanto mais uma marca se relaciona e atende bem seu público, mais fiel ele fica a ela. Claro que esse trabalho é a médio a longo prazo e deve ser realizado por um profissional que entenda da área.

Portanto, é complicado medir o retorno sobre o investimento nas mídias sociais, pois ainda não se descobriu um método preciso, porém o que predomina nesse meio é o relacionamento entre as pessoas. E ao interagir, atender bem os seguidores, produzir conteúdo de qualidade, responder as críticas e receber sugestões, a marca fideliza ainda mais esses consumidores e ainda tem grandes chances de conseguir novos consumidores e alavancar o crescimento da empresa. Agora, a tarefa complicada é fazer a alta administração das organizações entender isso.

terça-feira, 22 de março de 2011

Existe privacidade nas mídias sociais?

Aqui estava eu pensando sobre o que escrever para o blog, enquanto acessava meu Facebook e ao ver os comentários e atualizações de status das pessoas, resolvi escrever esse post. Quando falamos quaisquer coisas nas mais diversas mídias sociais, pode ser que ninguém comente nada, mas a maioria lê. Às vezes aquilo que dizemos passa batido, porém pode ser que cause alguma reação, comentários, falatórios e as mais que conhecidas fofocas.

Sim, meus caros, existem esses tipos de situação em Facebook, Twitter etc, o que apelidei de fofocas virtuais ou situações criadas pelo virtual. Uma informação postada por um usuário pode perfeitamente gerar uma má interpretação por quem lê e existe a possibilidade de gerar algum tipo de comentário, ora maldoso, ora equivocado e que pode resultar em fofocas, rumores ou boatos. Quem nunca viu alguma discussão, brigas entre namorados ou alguém que foi tirar satisfação com uma pessoa por causa de algo escrito nas redes sociais sobre a sua pessoa? Bom, comigo já aconteceu isso e também já fui testemunha dessas situações. Já escutei coisas com tipo: “eu vou quebrar a cara daquela infeliz, você viu o que ela escreveu no Facebook?”. Ou: “postei que sai com a galera do trampo na sexta, no Twitter, não avisei minha namorada e brigamos feio”. Bom, estas situações são só alguns exemplos do que podem ocorrer nas mídias sociais.

Eu, particularmente, já passei por situações do tipo e estou procurando me policiar por enquanto – ficando claro que não deixei de usar, sou um usuário ativo das mídias sociais. Não acho nada de errado, quem compartilha tudo da sua vida na rede, mas caso alguma frase ou pensamento seja mal interpretado ou uma frase mal construída, existe a possibilidade de quem escreveu ter algum problema ou ocorrer comentários indesejados sobre o caso, pois quando algo está na Internet não há como negar porque se pode dar um “print screen” e salvar, imprimir a página e até “conseguir testemunhas”. Na vida real, se você fez uma coisa e ninguém viu, não há como provar ou torna-se mais difícil fazer isso. Já na Internet, é diferente e pode-se alcançar proporções inimagináveis.  Não é só nesse aspecto de fofoca que estou falando, por exemplo, se você foi a uma festa bacana e tirou várias fotos com caretas, copo de bebidas na mão, fazendo bagunça e por ventura possui colegas de trabalho ou até mesmo seu chefe no seu perfil de rede social, isso pode não pegar bem e ocasionar comentários pelas suas costas ou cara a cara mesmo, engraçados ou não, ou simplesmente não ocorrerá nada. Contudo, é um risco que o usuário deve ter consciência que tem.

Cada um utiliza seus perfis nas mídias sociais da maneira que deseja e o legal dela é essa interatividade e sua velocidade na chegada de informações. Não estou criticando ninguém por conta desse post a parar de falar sobre suas coisas do dia-dia ou algo assim, apenas relatei situações que observo por aí com relação à privacidade na Internet. Para mim, ela não existe muito, pois tudo o que se diz, pode ser armazenado, salvo etc e fica meio complicado lidar com certas situações. Mas aí deixo a pergunta para vocês: Existe privacidade nas mídias sociais?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Pense bem antes de criar um perfil corporativo nas mídias sociais

Depois desse boom das mídias sociais, grande parte das pessoas e empresas criaram perfis no Twitter, Facebook, Linkedin, entre outros. Para nós, pessoas físicas, é muito interessante essa curiosidade de entrar em diversas mídias sociais e explorar o novo. Porém, muitas organizações estão ingressando nesse meio sem saber o real motivo e sim, pelo fato de ter virado moda (para mim, virou tendência) e não análisa minuciosamente qual seria a melhor ferramenta para atingir seu público e seus objetivos.

Para as empresas que querem ter perfis nas redes sociais, deve-se avaliar se realmente é necessário ingressar nela, verificar se seu público está em alguma dessas redes e quais as estratégias a serem utilizadas para atingir efetivamente essas pessoas com o intuito de fazer com que a marca seja bem vista pelos mesmos. Deve-se também ter a consciência que não se tem controle desse meio, bem como saber lidar com opiniões contrárias, críticas e polêmicas envolvendo a empresa. Um detalhe importante nesse aspecto. Quando isso ocorrer, deve-se buscar respostas convincentes e tratar com respeito o usuário, pois caso contrário, a organização pode ser mal vista na rede, sendo enxergada como autoritária e que só busca elogios.

Aliás, as organizações presentes na Internet devem interagir constantemente com seus usuários respondendo a perguntas, sugerindo idéias interessantes, dicas pertinentes, ou seja, gerar conteúdo de qualidade para conseguir a fidelidade de seu público. Um perfil de empresa sem conteúdo e monótono não agrega nada para as pessoas na rede e vai valer nada, só causará antipatia, será considerado um fail das redes sociais e dará prejuízos. No momento em que se consegue ter um bom relacionamento, interagir e produzir bons conteúdos, a chance de que seus seguidores se tornarem porta-vozes da organização é muito grande, pois eles próprios quando alguém criticar irão defender a marca sem precisar da intervenção da mesma. E esse é o bacana das redes sociais: não há como ter o seu controle.

Então, você que tem uma empresa e quer estar nas mídias sociais tome cuidado porque a partir do momento em que ingressar nela, não há volta, por isso, planeje bem suas ações e tenha uma equipe capacitada para geri – lá.

*Idéia do post surgiu após a ótima palestra de Pedro Waengertner sobre Marketing em Redes Sociais que assisti essa semana

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Chegou a nossa vez?

Como todos sabem Hosni Mubarak renunciou ao poder após 30 anos de governo no Egito. O povo que clamou pela queda do ditador, finalmente conseguiu derrubá-lo e a expectativa é que muita coisa mude no país africano.

A “Revolução do Nilo” como foi chamada, teve um grande aliado para que os manifestantes conseguissem êxito na causa: as mídias sociais. Digo isso porque muitos encontros foram organizados utilizando-se o Twitter e Facebook, conseguindo atingir boa parte da população. Outro meio utilizado pelos manifestantes foi o SMS. Mubarak até tentou censurar esses meios de comunicação, porém o barulho já tinha se espalhado pelo mundo e a imprensa passou a ter também um papel importante nesse contexto ao divulgar em demasia os acontecimentos.

Vendo o exemplo dos egípcios me veio à cabeça se não podíamos também fazer manifestações para tirar do poder pessoas como Sarney, Maluf, ACM Neto, dentre outros que durante muito tempo vem ludibriando o povo e fazendo com que o nosso país não cresça exatamente como ele pode e deve.  Tivemos um exemplo bom nas eleições do ano passado, que foi a aprovação da ficha limpa e que teve muita mobilização em busca de assinaturas por meio da internet e pressionou senadores, deputados e o então presidente Lula a aprovar a referida lei. Tudo bem que alguns políticos, que na teoria não poderiam se candidatar conseguiram se safar e foram até eleitos. Mas outros políticos não tiveram o mesmo êxito e ficaram de fora das eleições.

Acredito que como aconteceu no Egito, às mídias sociais podem ser um grande aliado do povo brasileiro para se manifestarem contra os políticos corruptos que freiam o crescimento do Brasil. Penso que ocorrerá um grande barulho em Brasília e mudanças tendem a ocorrer e também cabe a imprensa cumprir seu papel social de investigar, divulgar e apoiar essas iniciativas. Sei que pode parecer utopia minha, mas os políticos numa visão geral têm que se sentirem vigiados e saber que a população está observando eles, pois já que os órgãos responsáveis em fiscalizar essas pessoas são em muitas ocasiões coniventes, cabe a população cumprir a sua parte e tentar afastar essas do poder.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

As mídias sociais e o seu papel no Egito

Nos últimos dias, o Egito vem passando por um conturbado momento político, na chamada “Revolução do Nilo”, na qual manifestantes pedem o fim do governo de Hosni Mubarak, 82, que governa o país há 30 anos. Os protestos ocorrem desde o dia 25 de janeiro desse ano e levaram a morte dezenas de pessoas e a agressões de diversos jornalistas, fotógrafos e civis.

Durante todo esse período o presidente egípcio tomou medidas, como toque de recolher, bloqueio de acesso a internet e a telefonia buscando conter os protestos. Falando das mídias sociais nesse contexto, onde ela se encaixa? Vários manifestantes usaram principalmente o Twitter e o Facebook para convocar simpatizantes a participar da “Revolução do Nilo” e protestar contra o atual presidente para que este renuncie ao poder. A convocação deu certo, muitas pessoas foram para as ruas e o mais importante, ganhou dimensão internacional com várias pessoas emitindo opiniões contra o regime de Mubarak, a imprensa cobrindo os protestos e o ditador sendo pressionado.

Vendo que a força da Internet estava muito grande, o presidente resolveu tirar todo o acesso dessa importante ferramenta das pessoas, mais uma atitude autoritária de seu governo. Mais que isso, ele também bloqueou o sistema de telefonia impedindo também que as pessoas enviassem SMS para organizar melhor os protestos, além de ser mais uma ação para os indivíduos não terem acesso às informações.

Porém, contudo, todavia, as pressões internas e externas foram tantas, que Mubarak se viu obrigado a deixar o Partido Nacional Democrata (do governo) e isso foi entendido como sinal de que ele não irá disputar o cargo nas eleições presidenciais, que ocorrerá no 2º semestre.

Voltando as mídias sociais, o que eu entendo é um papel essencial dela nessa história toda porque aproximou ainda mais as pessoas que visam um país mais democrático onde elas tenham liberdade de expressão e sejam livres. A ferramenta também permitiu que o ato tomasse uma dimensão internacional e apesar de ter sido restringido o acesso à internet e telefonia, a atitude foi tarde demais porque nas redes sociais as coisas fluem em uma velocidade rápida demais e alcança proporções enormes também.

Também vejo uma evolução no aspecto dessas manifestações e acredito que agora ficou mais fácil. Porque antigamente quem organizava os protestos eram os partidos políticos conjuntamente com grupos sociais ou similares. Hoje, eles continuam se organizando, mas os civis também podem fazer o mesmo sem precisarem se encontrar em algum lugar antes é só marcar o ponto de encontro pelo Facebook, Twitter, SMS e fazer seu ato.

Então, nesse processo todo a Internet teve um papel fundamental para que o presidente egípcio finalmente montasse uma equipe de governo e, inclusive, indicasse que não participaria das eleições presidenciais desse ano, mostrando a força das mídias sociais e das pessoas que buscam mudar seu país para a melhor. Penso até que daqui a uns anos, quem sabe, meus filhos, sobrinhos ou netos não estudem na escola sobre esse fato, assim como eu estudei sobre a Revolução Russa, Revolução de 32 e Inconfidência Mineira. Seria a Revolução Digital!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

WikiLeaks: Portal de fofocas ou de prestação de serviço?

Acredito que a grande maioria já tem conhecimento do que vem a ser o WikiLeaks. Porém para quem não sabe, de acordo com o Wikipédia, ele é uma organização transnacional sem fins lucrativos, sediada na Suécia e fundada em dezembro de 2006. O site publica posts de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas por parte de governos ou empresas. Segundo o portal, o informante que disponibiliza as informações não tem a identidade revelada e não é possível rastrear o usuário.

Escutei na semana passada, em uma discussão no grupo de estudos de redes sociais do qual faço parte, se o WikiLeaks é um local de fofocas, ou se é um dedo duro ou importante por oferecer relevantes informações que não são divulgadas para o público em geral e que envolvem questões de segurança, políticas públicas, críticas a governos, opiniões, assuntos corporativos etc.

Citarei alguns exemplos. O primeiro foi quando a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, questionou a saúde mental da presidente Argentina, Cristina Kirchner. Ou seja, chamou a mulher de louca! Segundo o documento postado no WikiLeaks, Clinton pediu ainda que as autoridades norte-americanas averiguassem se Cristina estaria tomando remédios psiquiátricos. Outro fato, agora mais sério. Documentos disponíveis no portal do fundador Julian Assange, diziam que petroleiras norte-americanas contavam com o apoio de José Serra, que foi candidato à presidência em 2010, por conta das regras de exploração do pré-sal, no qual  a Petrobras tem de ser parceira em todos os consórcios de exploração e é operadora exclusiva dos campos. No telegrama diplomático dos EUA, constava que o candidato, caso vencesse Dilma Roussef, alteraria a regra de exploração do pré-sal, beneficiando as petrolíferas, principalmente as norte-americanas.

Além desses fatos citados acima, existem outros mais que ganharam a mídia durante os últimos meses, mas aí fica a discussão: até que ponto notícias como a “loucura da presidente Cristina Kirchner” e a alteração nas regras de exploração do pré-sal são relevantes. São fofocas e falam da vida alheia? São importantes e devem ser reveladas?

Eu, particularmente acredito que grande parte das informações são importantes e merecem ser divulgadas. Contudo, questões referentes ao sistema de segurança de um país, estratégias de governo e assuntos considerados internos não deveriam ser divulgados. Agora, parando para analisar, o intuito do site é divulgar vazamento de informações etc. Não sei se existe certo ou errado, mas sempre que surge algum site ou sistema em que é possível compartilhar informações sigilosas ou particulares surgem essas polêmicas e, por isso, que gosto tanto da Internet e das mídias sociais. 

E para você? O WikiLeaks é um portal de fofocas ou de prestação de serviço?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Meu chefe me adicionou e agora?

Nas mídias sociais temos muita liberdade em postar e falar o que pensamos ou compartilhar fotos de festas, baladas e afins. Na maioria dos casos, por questões profissionais e óbvias, no trabalho as pessoas são de um jeito e na vida pessoal de outro. Podemos até ter uma personalidade parecida, como ficar fazendo piadas tanto no trabalho quanto na vida, contudo com menor incidência pelo lado profissional.

Bom, todo mundo sabe que as redes sociais nos permitem certa liberdade, porém, contudo, todavia e quando nossos chefes nos adicionam em seus perfis, como Twitter, Facebook, Orkut etc? Aí complica né? Porque aqueles comentários que você costumava fazer sobre o trabalho, do seu próprio chefe, ou a vontade de mandar tudo pelos ares, é recomendado que guarde essas opiniões consigo ou compartilhe em um ambiente que não envolva especificamente a Internet.

Claro que existem chefes bem mais tranquilos e não se importam tanto com o que seus funcionários postam na rede, desde que também não passem dos limites. Só que quer queira quer não, aquela liberdade de se expressar nas mídias sociais, como comentários sobre aquela festa sensacional que você foi no final de semana ou colocar uma foto sua com um copo de cerveja na mão e meio para lá de Bagdá, fica complicado fazer isso, pois não sabemos qual a reação que ele terá se ver isso e outra, surge certo receio de nossa parte. Acredito que esse fato fica no mesmo patamar que se, por ventura, tivermos nossos pais como amigos no Facebook, por exemplo, e falarmos “Cheguei bem louco ontem da balada, inesquecível”. É, acho que não iria pegar bem.

De fato a questão não é tão simples, mas deve-se prestar atenção no que se diz ou que se compartilha na rede, principalmente quando seu chefe está nela ou você pode simplesmente rejeitar o seu pedido e dar uma de João sem braço.

domingo, 16 de janeiro de 2011

É só dar unfollow

Como todos sabem na semana passada começou a 11ª edição do Big Brother Brasil (BBB). Parece inacreditável, mas o programa está durando e é um feito, pois diante da grande concorrência entre as emissoras e com a diversidade de programas existentes na televisão, é complicado ficar no ar durante muito tempo e com audiência, o que é mais complicado.

Observei que nas mídias sociais muita gente está falando do BBB, uma parte é viciada, outra odeia e alguns acham indiferente. Penso que no Twitter, é o local em que a maioria fala deste tema. Mas aqueles que não são simpatizantes do programa ficam falando coisas do tipo “Não vou mais entrar aqui enquanto estiver o pessoal ficar falando do BBB no ar” ou “Pra mim, povo que vê BBB é sem cultura, num agrega nada” ou ainda “Juro que quem falar do BBB de novo, vou dar unfollow”.

Eu, por exemplo, fiz faculdade de comunicação, trabalho na área e com um assunto que necessita de muito entendimento e estudo que é política, escrevo para um blog, faço parte de um grupo de estudos de redes sociais, leio livros de diferentes temáticas etc e assisto Big Brother. Não me sinto um sem cultura por assistir o programa, acredito que ele é interessante no sentido de avaliar certos comportamentos das pessoas dentro da casa. Às vezes, olho para algumas atitudes de certas pessoas lá dentro que se assemelham com amigos, colegas ou parentes meus. Além do mais, na televisão ou rádio, grande parte das notícias falam sobre desgraças, como acidentes, assassinatos, seqüestros, entre outras coisas ruins. Pelo menos no BBB, de vez em quando, dou risada e vejo os participantes falarem besteiras etc. Pode ser até bobagem o que estou falando, mas até que tenham um bom argumento para me convencer do contrário, mantenho minha posição.

E aqueles que falam mal e não gostam que não fale desse assunto nas mídias sociais, tranqüilo, cada um tem sua opinião, mas num fica falando que vai excluir tal pessoa, faz logo. No Orkut e Facebook tem a opção de remover e deletar amigo, é simples. E no Twitter, é mais tranqüilo ainda, é só dar unfollow.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Por que as pessoas falam das suas vidas nas mídias sociais?

Esse é o primeiro post de 2011, então, primeiramente, Feliz Ano Novo para todos e que tenhamos saúde, paz e que seja um ano de muitas realizações e muito obrigado pelas visitas do ano passado. Continuem lendo, opinando, elogiando, criticando e tudo mais.

Bom, vamos ao que interessa. Estava esses dias em meu facebook e uma amiga, a qual não me recordo, postou uma frase que não me recordo na íntegra, mas falava mais ou menos assim: “Por que têm pessoas que colocam aqui coisas do tipo, estou indo almoçar em tal lugar, vou para aquele lugar, estou fazendo isso ou aquilo?” Isso me intrigou, tanto que resolvi fazer um post sobre isso.

Eis a minha simples opinião com relação ao assunto. As mídias sociais, no geral, servem para termos acesso à informações em tempo real – em alguns casos até são dados furos de reportagem pelo Twitter, por exemplo, pautando a grande mídia –; permite alta interatividade entre os usuário, nos possibilita falar com amigos, parentes ou conhecidos que moram distante de nós  ou que não conseguimos falar rotineiramente; compartilhar informações, músicas, vídeos, fotos, entre infinitas coisas; estabelecer contatos profissionais; ganhar fama; ser uma celebridade instantânea; conhecer novas tecnologias, além de poder saber da vida das pessoas, sejam elas famosas ou não; estabelecer uma rede de estudos, entre infinitas e benéficas coisas.

Quando um usuário coloca uma determinada frase dizendo que vai para um lugar, existe a possibilidade de ele estar colocando puramente por colocar, para que outros comentem ou uma determinada pessoa em que esteja interessada fale algo. Quantas vezes nos deparamos com amigos ou conhecidos que compartilham coisas que a princípio não fazem o maior sentido para nós, mas que faz para os outros amigos deles ou para alguém em específico.  Alguns publicam fotos para que os outros comentem, compartilham notícias com intuito de passar adiante alguma informação ou fato e assim por diante.

Certo ou não, o bacana das mídias sociais é isso, a possibilidade de compartilhar, de podermos expressar opiniões e tudo mais. Claro, que se deve ser responsável pelo que se diz, não desrespeitando ninguém, não sendo vulgar, necessita-se usar sempre o bom senso.