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segunda-feira, 11 de abril de 2011

A mídia sensacionalista

Nesse texto, farei um post mais crítico do que de costume. Não costumo fazer isso, mas o assunto tem me incomodado um pouco. O tema em questão é a imprensa e como ela faz a cobertura de acontecimentos trágicos, como a tragédia na escola do Rio de Janeiro. Sei e acho primordial o trabalho dela para a sociedade, levando informações relevantes sobre os assuntos, apurando fatos e denúncias, sempre em busca de prestar o melhor serviço possível à população.

Bom, até aí tudo bem. Mas em específico no caso do Rio de Janeiro, boa parte dela – não estou generalizando – fez um sensacionalismo, que, no meu modo de ver, desrespeitou aquelas famílias que estão passando por um momento de dor inenarrável e devemos ter um pouco mais de bom senso ao tratar do assunto. Sendo mais claro, vi em diversas reportagens imagens da cena do crime, com sangue e tudo mais, que eram repetidas exaustivamente pelos programas, além de reportagens registrando o desespero das mães e familiares em busca de informações sobre os filhos ou parentes, que novamente eram repetidas com frequência  para saber se tinha acontecido algo com eles.

Para mim, a partir desse momento, já começa o sensacionalismo, pois ficar mostrando essas cenas não ajuda em nada, deixam as pessoas mais tristes, irritadas e denigrem cada vez mais a imagem do nosso país lá fora e, principalmente aqui. Claro que os fatos devem ser registrados e nem quero dizer que a imprensa deva ser omissa, longe disso, mas é desnecessário fazer isso. Deve-se apurar as situações e não repetir exaustivamente imagens ou depoimentos em busca de audiência.

Mantendo-se na mesma linha, mas mudando o fato da análise, penso que a nossa imprensa poderia valorizar mais o Brasil porque cada acontecimento ruim que ocorre, é feito um “carnaval” pela maioria dos veículos e parece que o país está um lixo. Não sou hipócrita de dizer que o Brasil tem muitos problemas e necessita melhorar muito, mas ainda sim é um lugar bom pra se viver, com lugares lindos para se visitar e passear, paisagens bonitas, comidas sensacionais, somos o povo mais hospitaleiro do mundo, uma alegria que poucos povos têm, entre outras centenas de aspectos.

Tenho a consciência que a política nos leva a ser um pouco pessimista com relação ao futuro do país e grande parte da imprensa também ficam com o pé atrás com os políticos, porém discordo do modo abordado em algumas reportagens sobre o Brasil. Se pararmos para pensar, mais de 70% do que se passa na TV é tragédia, mas eu sei porque isso ocorre. Enquanto as pessoas derem importância para esse tipo de notícias e o modo sensacionalista que alguns programas tratam determinados temas, essas situações continuarão ocorrendo.

Portanto, não estou falando que a imprensa não é importante, muito pelo contrário, ela exerce um papel na vida das pessoas importantíssimo, contudo discordo do modo como tratam assuntos delicados e que envolvem tragédias, pois nossa imagem lá fora, não é das melhores em alguns países. Por isso, penso que a mídia tem a possibilidade de mudar esse pensamento. Bom, era isso que gostaria de compartilhar com vocês e espero que tenham entendido meu ponto de vista, caso contrário, estarei aqui para esclarecer!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Chegou a nossa vez?

Como todos sabem Hosni Mubarak renunciou ao poder após 30 anos de governo no Egito. O povo que clamou pela queda do ditador, finalmente conseguiu derrubá-lo e a expectativa é que muita coisa mude no país africano.

A “Revolução do Nilo” como foi chamada, teve um grande aliado para que os manifestantes conseguissem êxito na causa: as mídias sociais. Digo isso porque muitos encontros foram organizados utilizando-se o Twitter e Facebook, conseguindo atingir boa parte da população. Outro meio utilizado pelos manifestantes foi o SMS. Mubarak até tentou censurar esses meios de comunicação, porém o barulho já tinha se espalhado pelo mundo e a imprensa passou a ter também um papel importante nesse contexto ao divulgar em demasia os acontecimentos.

Vendo o exemplo dos egípcios me veio à cabeça se não podíamos também fazer manifestações para tirar do poder pessoas como Sarney, Maluf, ACM Neto, dentre outros que durante muito tempo vem ludibriando o povo e fazendo com que o nosso país não cresça exatamente como ele pode e deve.  Tivemos um exemplo bom nas eleições do ano passado, que foi a aprovação da ficha limpa e que teve muita mobilização em busca de assinaturas por meio da internet e pressionou senadores, deputados e o então presidente Lula a aprovar a referida lei. Tudo bem que alguns políticos, que na teoria não poderiam se candidatar conseguiram se safar e foram até eleitos. Mas outros políticos não tiveram o mesmo êxito e ficaram de fora das eleições.

Acredito que como aconteceu no Egito, às mídias sociais podem ser um grande aliado do povo brasileiro para se manifestarem contra os políticos corruptos que freiam o crescimento do Brasil. Penso que ocorrerá um grande barulho em Brasília e mudanças tendem a ocorrer e também cabe a imprensa cumprir seu papel social de investigar, divulgar e apoiar essas iniciativas. Sei que pode parecer utopia minha, mas os políticos numa visão geral têm que se sentirem vigiados e saber que a população está observando eles, pois já que os órgãos responsáveis em fiscalizar essas pessoas são em muitas ocasiões coniventes, cabe a população cumprir a sua parte e tentar afastar essas do poder.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

WikiLeaks: Portal de fofocas ou de prestação de serviço?

Acredito que a grande maioria já tem conhecimento do que vem a ser o WikiLeaks. Porém para quem não sabe, de acordo com o Wikipédia, ele é uma organização transnacional sem fins lucrativos, sediada na Suécia e fundada em dezembro de 2006. O site publica posts de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas por parte de governos ou empresas. Segundo o portal, o informante que disponibiliza as informações não tem a identidade revelada e não é possível rastrear o usuário.

Escutei na semana passada, em uma discussão no grupo de estudos de redes sociais do qual faço parte, se o WikiLeaks é um local de fofocas, ou se é um dedo duro ou importante por oferecer relevantes informações que não são divulgadas para o público em geral e que envolvem questões de segurança, políticas públicas, críticas a governos, opiniões, assuntos corporativos etc.

Citarei alguns exemplos. O primeiro foi quando a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, questionou a saúde mental da presidente Argentina, Cristina Kirchner. Ou seja, chamou a mulher de louca! Segundo o documento postado no WikiLeaks, Clinton pediu ainda que as autoridades norte-americanas averiguassem se Cristina estaria tomando remédios psiquiátricos. Outro fato, agora mais sério. Documentos disponíveis no portal do fundador Julian Assange, diziam que petroleiras norte-americanas contavam com o apoio de José Serra, que foi candidato à presidência em 2010, por conta das regras de exploração do pré-sal, no qual  a Petrobras tem de ser parceira em todos os consórcios de exploração e é operadora exclusiva dos campos. No telegrama diplomático dos EUA, constava que o candidato, caso vencesse Dilma Roussef, alteraria a regra de exploração do pré-sal, beneficiando as petrolíferas, principalmente as norte-americanas.

Além desses fatos citados acima, existem outros mais que ganharam a mídia durante os últimos meses, mas aí fica a discussão: até que ponto notícias como a “loucura da presidente Cristina Kirchner” e a alteração nas regras de exploração do pré-sal são relevantes. São fofocas e falam da vida alheia? São importantes e devem ser reveladas?

Eu, particularmente acredito que grande parte das informações são importantes e merecem ser divulgadas. Contudo, questões referentes ao sistema de segurança de um país, estratégias de governo e assuntos considerados internos não deveriam ser divulgados. Agora, parando para analisar, o intuito do site é divulgar vazamento de informações etc. Não sei se existe certo ou errado, mas sempre que surge algum site ou sistema em que é possível compartilhar informações sigilosas ou particulares surgem essas polêmicas e, por isso, que gosto tanto da Internet e das mídias sociais. 

E para você? O WikiLeaks é um portal de fofocas ou de prestação de serviço?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Meu chefe me adicionou e agora?

Nas mídias sociais temos muita liberdade em postar e falar o que pensamos ou compartilhar fotos de festas, baladas e afins. Na maioria dos casos, por questões profissionais e óbvias, no trabalho as pessoas são de um jeito e na vida pessoal de outro. Podemos até ter uma personalidade parecida, como ficar fazendo piadas tanto no trabalho quanto na vida, contudo com menor incidência pelo lado profissional.

Bom, todo mundo sabe que as redes sociais nos permitem certa liberdade, porém, contudo, todavia e quando nossos chefes nos adicionam em seus perfis, como Twitter, Facebook, Orkut etc? Aí complica né? Porque aqueles comentários que você costumava fazer sobre o trabalho, do seu próprio chefe, ou a vontade de mandar tudo pelos ares, é recomendado que guarde essas opiniões consigo ou compartilhe em um ambiente que não envolva especificamente a Internet.

Claro que existem chefes bem mais tranquilos e não se importam tanto com o que seus funcionários postam na rede, desde que também não passem dos limites. Só que quer queira quer não, aquela liberdade de se expressar nas mídias sociais, como comentários sobre aquela festa sensacional que você foi no final de semana ou colocar uma foto sua com um copo de cerveja na mão e meio para lá de Bagdá, fica complicado fazer isso, pois não sabemos qual a reação que ele terá se ver isso e outra, surge certo receio de nossa parte. Acredito que esse fato fica no mesmo patamar que se, por ventura, tivermos nossos pais como amigos no Facebook, por exemplo, e falarmos “Cheguei bem louco ontem da balada, inesquecível”. É, acho que não iria pegar bem.

De fato a questão não é tão simples, mas deve-se prestar atenção no que se diz ou que se compartilha na rede, principalmente quando seu chefe está nela ou você pode simplesmente rejeitar o seu pedido e dar uma de João sem braço.

domingo, 16 de janeiro de 2011

É só dar unfollow

Como todos sabem na semana passada começou a 11ª edição do Big Brother Brasil (BBB). Parece inacreditável, mas o programa está durando e é um feito, pois diante da grande concorrência entre as emissoras e com a diversidade de programas existentes na televisão, é complicado ficar no ar durante muito tempo e com audiência, o que é mais complicado.

Observei que nas mídias sociais muita gente está falando do BBB, uma parte é viciada, outra odeia e alguns acham indiferente. Penso que no Twitter, é o local em que a maioria fala deste tema. Mas aqueles que não são simpatizantes do programa ficam falando coisas do tipo “Não vou mais entrar aqui enquanto estiver o pessoal ficar falando do BBB no ar” ou “Pra mim, povo que vê BBB é sem cultura, num agrega nada” ou ainda “Juro que quem falar do BBB de novo, vou dar unfollow”.

Eu, por exemplo, fiz faculdade de comunicação, trabalho na área e com um assunto que necessita de muito entendimento e estudo que é política, escrevo para um blog, faço parte de um grupo de estudos de redes sociais, leio livros de diferentes temáticas etc e assisto Big Brother. Não me sinto um sem cultura por assistir o programa, acredito que ele é interessante no sentido de avaliar certos comportamentos das pessoas dentro da casa. Às vezes, olho para algumas atitudes de certas pessoas lá dentro que se assemelham com amigos, colegas ou parentes meus. Além do mais, na televisão ou rádio, grande parte das notícias falam sobre desgraças, como acidentes, assassinatos, seqüestros, entre outras coisas ruins. Pelo menos no BBB, de vez em quando, dou risada e vejo os participantes falarem besteiras etc. Pode ser até bobagem o que estou falando, mas até que tenham um bom argumento para me convencer do contrário, mantenho minha posição.

E aqueles que falam mal e não gostam que não fale desse assunto nas mídias sociais, tranqüilo, cada um tem sua opinião, mas num fica falando que vai excluir tal pessoa, faz logo. No Orkut e Facebook tem a opção de remover e deletar amigo, é simples. E no Twitter, é mais tranqüilo ainda, é só dar unfollow.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Por que algumas empresas bloqueiam o uso das redes sociais?

Nesse final de semana escutei alguns amigos comentar que nas empresas onde trabalham não é permitido acessar as redes sociais, mas somente o email porque precisam se comunicar internamente ou com clientes, fornecedores etc. Ouvi até que acessar alguns portais não é permitido e tudo mais.

Sinceramente, na minha opinião, isso significa restringir o acesso às informações aos colaboradores, pois atualmente o Twitter, Facebook, blogs etc são fontes de informação, pautam a imprensa e possibilitam que os internautas compartilhem informações e sejam melhor informados sobre os assuntos de seu interesse. Se bem que se pensarmos há uns 5 anos atrás ou até menos, falar de acessar mídias sociais no trabalho era motivo de piada. Ouvia-se que as pessoas queriam acessar o seu Orkut, por exemplo, era para matar tempo no serviço, causava distração e tudo mais. Em partes, esse pensamento tinha um fundamento, contudo as coisas evoluíram para um momento em que esta ferramenta virou fonte e acesso à informações e restringir isso é prejudicial.

Pensando que as pessoas ficam cerca de 9 a 10 horas no trabalho e fora o tempo em que estão no trânsito, em seus carros ou no transporte público, chegando cansados em casa, a chance de o indivíduo ler o jornal impresso ou revista, se é que o compra, é pequena. O que pode ocorrer é assistirem o telejornal, mas ele é um resumo das notícias do dia e não fornece tantos detalhes quanto os jornais, portais de notícias etc, então acessar as redes sociais, blogs e outros sites seria uma forma do indivíduo se informar melhor.

Algumas organizações estão sendo mais flexíveis e permitindo o acesso às mídias sociais. Claro que o próprio funcionário deve utilizar do bom senso e também não abusar da liberdade que a empresa em que trabalha permite na Internet, acesso a sites pornográficos e tudo mais, devem ser restringidos bem como conteúdos considerados impróprios. Mas e aí, o lugar onde você trabalha permite o acesso às redes sociais e a maioria dos sites?

sábado, 8 de janeiro de 2011

Por que as pessoas falam das suas vidas nas mídias sociais?

Esse é o primeiro post de 2011, então, primeiramente, Feliz Ano Novo para todos e que tenhamos saúde, paz e que seja um ano de muitas realizações e muito obrigado pelas visitas do ano passado. Continuem lendo, opinando, elogiando, criticando e tudo mais.

Bom, vamos ao que interessa. Estava esses dias em meu facebook e uma amiga, a qual não me recordo, postou uma frase que não me recordo na íntegra, mas falava mais ou menos assim: “Por que têm pessoas que colocam aqui coisas do tipo, estou indo almoçar em tal lugar, vou para aquele lugar, estou fazendo isso ou aquilo?” Isso me intrigou, tanto que resolvi fazer um post sobre isso.

Eis a minha simples opinião com relação ao assunto. As mídias sociais, no geral, servem para termos acesso à informações em tempo real – em alguns casos até são dados furos de reportagem pelo Twitter, por exemplo, pautando a grande mídia –; permite alta interatividade entre os usuário, nos possibilita falar com amigos, parentes ou conhecidos que moram distante de nós  ou que não conseguimos falar rotineiramente; compartilhar informações, músicas, vídeos, fotos, entre infinitas coisas; estabelecer contatos profissionais; ganhar fama; ser uma celebridade instantânea; conhecer novas tecnologias, além de poder saber da vida das pessoas, sejam elas famosas ou não; estabelecer uma rede de estudos, entre infinitas e benéficas coisas.

Quando um usuário coloca uma determinada frase dizendo que vai para um lugar, existe a possibilidade de ele estar colocando puramente por colocar, para que outros comentem ou uma determinada pessoa em que esteja interessada fale algo. Quantas vezes nos deparamos com amigos ou conhecidos que compartilham coisas que a princípio não fazem o maior sentido para nós, mas que faz para os outros amigos deles ou para alguém em específico.  Alguns publicam fotos para que os outros comentem, compartilham notícias com intuito de passar adiante alguma informação ou fato e assim por diante.

Certo ou não, o bacana das mídias sociais é isso, a possibilidade de compartilhar, de podermos expressar opiniões e tudo mais. Claro, que se deve ser responsável pelo que se diz, não desrespeitando ninguém, não sendo vulgar, necessita-se usar sempre o bom senso.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mais um ano que se vai

Pensei bastante em qual tema escreveria para fechar o ano. Não saiu nenhuma idéia original, por isso vou falar sobre uma retrospectiva do ano pra mim, abordando mais aspectos pessoais no âmbito das mídias sociais.

Comecei a curtir mídias sociais no ano passado, quando fui a um seminário de comunicação e escutei uma palestra da então desconhecida para mim, Beth Saad, Diretora de estratégias digitais da Digital Happenings, e professora titular do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP. Ela falou sobre esse mundo das redes sociais, Facebook, Orkut, Twitter e de como estes meios de comunicação permitem um interação maior com as pessoas etc.

A partir daí, fiz meu perfil no Twitter – já tinha Orkut – e comecei a ler e me interessar pela área. Aí as coisas foram acontecendo e passei a cuidar do perfil do Orkut da empresa em que trabalho. Em 2010, coloquei na minha cabeça que iria fazer um curso sobre isso. Pois bem, fiz dois cursos que me agregaram demais, fiz contatos, comecei a ler sobre o assunto e consegui também implantar a área de mídias sociais no meu trabalho. Um baita avanço vamos combinar!

Assim, as situações foram ocorrendo e hoje integro um grupo de estudos de redes sociais, que é composto pelo pessoal que fez o curso na ESPM e com outras pessoas que se interessam pelo assunto.  Também consegui uns Jobs de mídias sociais o que me motivou ainda mais a querer trabalhar com isso. Na real, acredito que por um bom tempo vou ganhar dinheiro como analista de mídias sociais ou algo relacionado porque gosto muito desta área e acredito que ela é muito promissora. Vi também na Internet muitos jovens se manifestando e opinando sobre política - na época da eleição com maior freqüência – ainda mais porque hoje o acesso às informações está mais fácil possibilitando um debate maior nas mais diversas temáticas.

Bom, acho que resumidamente é isso que ocorreu no ano na minha vida, com relação ao meu interesse com mídias sociais e tomará que seja melhor no ano que vem.

Boas festas para todos!

domingo, 21 de novembro de 2010

A Internet é uma ferramenta que mantém as pessoas em contato

Certo dia li umas notícias na Internet dizendo que ultimamente muita gente fica horas e horas na Internet e terminam não saindo de casa ou vendo seus amigos, familiares, entre outros, com menos freqüência. Deve ser até verdade isto, mas para mim, a Internet, por meio das mídias sociais, é uma “mão na roda”.

Para clarear um pouco o que eu disse acima, vou usar exemplos que aconteceram comigo. Há uns três ou quatro meses atrás, uma amiga que estudou comigo no colegial veio conversar comigo – via Facebook – e contou que sonhou com o pessoal da nossa sala e tudo mais e que foi uma situação muito engraçada e legal. Aí conversa vai, conversa vem, tivemos a ideia  de tentar reunir a galera do colégio que não se via há uns quatro anos, mais ou menos. Pois bem, vimos quem estava interessado neste encontro, pedimos a opinião de todos sobre qual era o melhor local, data e horário e quando chegamos a um consenso, efetivamente marcamos o encontro. Resumo da história: já vamos realizar nosso terceiro encontro e parece que a amizade está maior do que era há quatro, cinco anos atrás.

Outro exemplo: diversas vezes combino de sair com o pessoal da minha faculdade ou outros amigos via Twitter, Facebook ou Orkut, quer queira quer não, economiza-se tempo, pois não é preciso pegar o telefone e ficar ligando pra X pessoas, já que você pode enviar em cinco minutos uma mensagem, privada ou não, para aqueles que você deseja sair. De fato, a Internet nos propicia mais comodidade e nos ajuda, na minha humilde opinião, a manter laços e contatos com pessoas que você não consegue ver todos os dias ou semanas, sendo uma forma de manter próximas as pessoas que você gosta.

Então, a Internet possibilita que nós consigamos ficar em contato com nossos amigos e familiares, sendo mais fácil localizá-los e enviar mensagens, além de economizar o telefone também né?heheehe. Claro que acredito que ainda a melhor maneira de manter relacionamentos é da forma presencial, ver as pessoas cara a cara, ver suas reações etc. E sim, a Internet aproxima e deixa as pessoas em contatos.

domingo, 7 de novembro de 2010

Tudo o que você disser pode ser usado contra você

Depois dos acontecimentos de semana passada em que uma estudante de DIREITO, Mayara Petruso, fez a seguinte declaração: “Nordestino não é gente, faça um favor a SP, mate um nordestino afogado”, reafirma um comportamento que já venho observando faz tempo nas mídias sociais, na qual muitas pessoas acabam ultrapassando o limite da liberdade de expressão e perdendo o respeito com os demais.

O caso citado acima repercutiu nacional e internacionalmente, além disso, a responsável pela infeliz frase será processada pela OAB e os que partilharam da sua opinião podem responder judicialmente também.  Outro exemplo de problemas na rede, foi com o diretor comercial da Locaweb, que em seu perfil do Twitter, ofendeu torcedores do São Paulo durante um jogo do Corinthians, só que o detalhe é que a empresa da qual faz parte, patrocina a equipe são paulina. O ocorrido obrigou a organização e o diretor a pedirem desculpas publicamente.

Além desses casos, já li na Internet diversas mensagens em que indivíduos desrespeitam os outros ou falam coisas que também poderiam ser passíveis de processos. Tanto a Internet, quanto as mídias sociais, proporcionam aos usuários a possibilidade de se manifestarem, emitir comentários etc. Porém algumas regras básicas, que temos no nosso dia-dia, como em nosso ambiente de trabalho, com amigos, por exemplo, também vale para a vida real. Nem tudo que você pensa do seu chefe ou de uma pessoa que você convive, deve ser compartilhada com os demais, a mesma regra vale na Internet, só que com um agravante: sua mensagem pode ser vista por um número incalculável de pessoas.

Por isso, deve-se ter muito cuidado com o que se escreve, pois ela pode trazer problemas graves para o emissor, com foi o caso da estudante de direito, que provavelmente deve estar enfrentando situações complicadas na sua vida. Algumas pessoas esquecem que têm que respeitar os demais e, principalmente suas opiniões porque o mais interessante dos seres humanos é que eles não são iguais e cada um têm suas características e peculiaridades, das quais podemos discordar, mas que devem ser respeitadas.

Então, nem tudo o que pensamos é necessário compartilhar, guarde pra você ou fale para um amigo seu porque o mundo não precisa saber sua opinião, a menos que seja de interesse público ou algo do tipo. Portanto tome cuidado com o que você escreve, pois milhões de pessoas estão de olho em você.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Respeito ao próximo também vale na política

Bom, neste post vou abordar a política, principalmente na Internet, como enxergo que as pessoas estão se comportando e manifestando com relação a esta temática. Há uns post atrás falei sobre política nas redes sociais que muita gente a esta utilizando para se expressar sobre as eleições e tudo mais, o que acredito ser extremamente positivo, pois pelo que parece realmente boa parte da nossa querida nação está se preocupando com o rumo do Brasil.

Até aí tudo tranqüilo, porém continua me incomodando o modo que certas pessoas tentam persuadir as outras a votar em seu candidato. Observo certo terrorismo – sei que não é a palavra certa, mas foi a única que veio na minha cabeça – porque direto vejo emails, correntes, informações e publicações totalmente desencontradas, com poucos embasamentos e fontes duvidosas. É certo também que muitas dessas notícias os próprios partidos plantam para que sejam disseminadas na Internet, rádio, televisão, entre outros meios de comunicação. Mas para as pessoas que possuem acesso à informação, não custa nada pesquisar um pouco mais para saber se o fato procede ou não porque no momento em que você compartilha estas informações duvidosas ou inverdades, você contribui para a desinformação dos demais.

Nada contra as pessoas se manifestarem contra ou a favor de um candidato ou partido, mas desde que respeitem a opinião dos outros e se querem mudar a opinião de seus colegas, amigos etc devem expressar fatos, números e informações que comprovem o que estão dizendo. Se por acaso, isto não for suficiente, tudo bem a vida segue e deve-se respeitar o pensamento do próximo, seja ele favorável ou não, afinal somos livres pelo que sei não?

Estamos chegando em um momento de decidir quem será o próximo presidente do Brasil. Qualquer que seja o resultado, devemos torcer para que esta pessoa faça um bom governo porque vejo muitas pessoas torcerem para dar errado as coisas politicamente só para dizer: “Está vendo, avisei que se votasse nesse indivíduo o Brasil ficaria mal, bem feito” (sim, eu já escutei isso uma vez). Se por ventura este presidente fizer um péssimo governo, quem sofrerá as conseqüências serão todos nós.

Então vamos continuar nos interessando por política, que confesso é um assunto complexo, mas respeitemos a opinião e posições dos outros, pois vivemos em um país com liberdade de expressão, onde todos têm vez. Vote consciente, busque saber o que o candidato fez de bom para sua cidade, estado e/ou país e aposte na sua convicção e não os que outros acham que é o melhor. Bom, é esta minha opinião, que pode estar totalmente equivocada, mas até que me provem o contrário acredito que assim que devemos seguir nossa conduta neste tema.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

E a política vira assunto nas mídias sociais, mas até quando?


Estamos em uma época na qual um dos assuntos mais falados no Brasil é política. Nada de estranho já que na semana passada milhões de pessoas escolheram seus deputados federais e estaduais, governadores, senadores e presidente. Em alguns estados a disputa para governador foi para o segundo turno, assim como a de presidente – para frustração de alguns e alívio de outros.

Nas mídias sociais houve diversas manifestações, comentários, críticas e opiniões sobre as eleições e a política no nosso país. Acredito que foi a primeira vez que isto aconteceu neste meio e o mais importante foi a presença de muitos jovens se expressando sobre diversos aspectos relacionados a este tema, o que pode sinalizar o interesse deste público na causa e de acompanhar o que nossos políticos estão fazendo para o bem do Brasil. Na rede, eu observei diversas correntes, campanhas, opiniões etc sobre propostas e do caráter dos candidatos, um fato extremamente positivo porque quem for eleito verá que, agora, milhões de pessoas estão olhando seus passos não somente pela televisão, rádio, jornais e revistas, mas também pela Internet.

Porém me veio a cabeça uma dúvida e uma posição que me incomodou nos diálogos nas mídias sociais. A dúvida: será que toda esta galera ou a maioria que se manifestou na Internet cobrando mudanças e postura na nossa política continuará acompanhando as condutas dos candidatos eleitos durante seus mandatos, verificando o que estão fazendo de bom pelo seu país, estado e município? Será que a população sabe que todas as sessões nas câmaras de vereadores e nas assembléias legislativas são abertas ao público e que eles tomam decisões importantes com relação a projetos? Que são realizadas audiências públicas para consultar os cidadãos sobre medidas e assuntos controversos para que posteriormente se tornem Leis? Que todos os contratos com empresas contratadas por meio de licitações estão disponíveis para a população? Faço estas perguntas porque eu procuro me interar sobre o que acontece, pelo menos na minha cidade, sei que para muitos política é chata, mas ela está e sempre estará presente em nossas vidas, portanto temos que nos engajar na causa.

O incomodo que eu sinto, foi observar nas mídias sociais muitas pessoas criticando as outras por optar pelo candidato ou partido X ou Y. Cada um tem total direito de discordar do outro, porém deve respeitar a opinião das pessoas. Na minha modesta opinião, você pode expor argumentos concretos e convincentes para pelo menos gerar uma dúvida ou reflexão da pessoa para que ela possa comparar os dois pensamentos e rever sua posição. Mas o que vi, na maioria dos casos, foram pessoas confundirem liberdade de expressão com “quem não concorda comigo, está errado” ou algo nesta linha. Calma, todo mundo é diferente, existem pessoas que possuem pensamentos semelhantes e divergentes e a graça do ser humano é ser diferente, senão o mundo seria muito chato.

Então, achei positivo este movimento nas mídias sociais de manifestação de opiniões sobre a política no nosso país, principalmente pelos jovens, pois como os mais velhos dizem: “Somos o futuro do Brasil” e, sinceramente espero que este movimento não seja apenas temporário e que esteja em pauta frequentemente, menos na hora da diversão não, se não fica chato também!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Um jogador é maior que um clube?


Ontem, 21/9, com certeza, foi um dos dias mais tristes para o Santos Futebol Clube. Dia em que um jogador se tornou maior que um clube considerado pela FIFA o melhor das Américas no século XX e por ter revelado o Atleta do Século. O sentimento que tenho no momento é de desânimo e nojo da diretoria do Santos pela decisão tomada. E daí que o Dorival, sem avisar, deixou Neymar de fora do jogo contra o Corinthians de novo? Certo é o moleque sair xingando todo mundo e ser multado em R$ 54 mil? – dinheiro que ele recupera num tapa.

O fato da minha decepção é por demitir um técnico que teve a coragem de colocar o time para jogar ofensivamente, encurralando os adversários com um futebol alegre e envolvente, gerando elogios dos próprios rivais e encantando torcedores, técnicos e jogadores de outros países. Aliás, foi o Dorival que bancou as escalações de Ganso e Neymar como titulares, pois ano passado ambos eram bancos e se mostravam instáveis – uma coisa normal já que são jogadores em formação – defendeu os “Meninos da Vila” em diversas situações polêmicas em que eles próprios se meteram e o técnico passou a ter uma função extra: Babá. Neymar tinha que ser grato ao seu ex-técnico porque ele também foi responsável por sua ascensão e ida para a Seleção Brasileira.

As coisas foram tomando dimensões maiores e o sucesso foi subindo a cabeça do Neymar, aspecto totalmente compreensível visto que da noite pro dia passou a ser famoso, ganhando dinheiro a rodo, assédio de imprensa mulheres etc, numa fase em que ainda está em formação, aliás, eu que tenho 22 anos ainda faço cagada e não sou um homem formado, mas por isso, que sempre busco ouvir meus pais, amigos e pessoas mais velhas para aos poucos melhorar minhas atitudes e tudo mais.

A humildade não é obrigação, mas é uma virtude, na vida não é feio admitir que errou e que está errado, é louvável as pessoas que conseguem fazer isto, pois estamos passíveis de erros e o ser humano merece ter uma segunda chance. A culpa do acontecido não é somente do Neymar, a diretoria também tem culpa no cartório, já que ela tem o poder de decisão e optou pela imaturidade e demitiu o técnico. Agora meu amigo agüentem as conseqüências e o Neymar que se prepare, pois o peso nas costas dele triplicou,se jogar bem, parabéns, mas se jogar mal vai tomar porrada de tudo quanto é lado.

Finalizando, continuo criticando a decisão da diretoria e acho que a situação do Neymar está complicada e a cobrança das pessoas será maior, claro que não vou deixar de torcer pelo meu clube de coração, mas estou com vergonha no momento e pode ser que ele continue jogando bem e faça milhares de gols, contudo na minha memória ficará que o Neymar demitiu um técnico pelo simples fato de não ter batido um pênalti. Pensando nisso vou mais além, a cada dia mais as pessoas discutem e brigam por fatos cada vez mais banais e como diria a música do Lulu Santos: “Assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade”.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Bra Bra Brasilll


Bom como todos sabem, estamos no período eleitoral e tudo mais e o Ministério da Justiça orienta de como é importante votar consciente, aquelas coisas todas que toda eleição eles divulgam, porém concordo com as propagandas e realmente deveríamos pensar no voto consciente. Os brasileiros não têm muito a cultura de se engajar na política por motivos históricos, pelo fato de termos uma democracia muito recente e também porque a maioria dos nossos políticos não ajudam, por conta dos mensalões, quebras de sigilos, corrupção em geral que terminam desanimando nós brasileiros.

Apesar disso, eu, particularmente, curto política, pois ela está presente em nossas vidas. Tudo que fazemos esbarramos na política, ao comprar um simples pãozinho a política já entra em nossas vidas. Feita esta longa introdução, vou começar a focar. Neste ano, elegeremos Presidente, Governador, Senadores, Deputados Federais e Estaduais. Estas pessoas serão as principais responsáveis pelo rumo que nosso país irá tomar nos próximos quatro anos – no caso dos senadores oito anos. Por isso, temos que ter muita consciência na hora de votar, é duro assistir o horário eleitoral, porém existem algumas propostas que valem a pena prestar atenção e analisá-las para realmente definir quais candidatos serão os melhores para o nosso querido país.

O que mais me irrita é ver que pessoas votarão no Tiririca, Cameron Brasil, Mulher Pêra, Melão, entre outras figuras que nada entendem de política e não possuem nenhuma proposta que vai contribuir para melhorar a saúde, educação, qualidade de vida, entre outros aspectos. Realmente é difícil acreditar que a política no Brasil vai mudar, mas com estas pessoas citadas acima é que não muda mesmo. Hoje, se pode acompanhar cada passo dos políticos, por meio dos sites dos próprios, do Senado, da Câmara, dos Ministérios, além disso, as sessões da Câmara são abertas ao público. Lá, eles votam diversos projetos que nem imaginamos e mudam nossas vidas, aumentam uma taxa aqui, entre outras coisas.

Finalizando, os candidatos que ganharem as pessoas não podem torcer contra, pois será como se estivéssemos torcendo contra nós mesmos, que estes governantes façam trabalhos brilhantes e lembrem que representam 190 milhões ou mais de brasileiros, onde, em sua maioria, acordam cedo, ganham mal, sofrem e sustentam uma família inteira e até mesmo aqueles que têm uma condição melhor, mas que também trabalham e ganham seu dinheiro honestamente.

Sei que não é nada fácil acompanhar isto, mas acredito que o nosso país tem muito potencial e nós também temos responsabilidade, pois elegemos estas pessoas, vai parecer brega e clichê, mas votem conscientes e tentem acompanhar a conduta destes políticos.