terça-feira, 29 de março de 2011

Não fale mal da sua empresa nas mídias sociais

Diante desse interessante mundo da Internet, passamos boa parte do nosso tempo lendo notícias, assistindo vídeos e, principalmente nos dias de hoje, utilizando o Twitter, Facebook, Orkut, entre outros.

Grande parte das pessoas utilizam a Internet do local em que trabalham. É muito comum lidarmos com situações ruins no ambiente de trabalho, como colegas que não fazem o seu serviço e termina atrapalhando o seu, fornecedores que atrasam o produto ou quando seu chefe resolve pegar no seu pé sem nenhum motivo específico, por exemplo.

Há um tempo atrás, havia o costume de se reclamar desses fatos com os colegas, esposa ou marido, namorada (o) ou familiares.  Isso ainda ocorre, porém parte dos indivíduos que possuem perfis nas mídias sociais costumam reclamar publicamente na rede sobre seu chefe ou do trabalho.  Não é condenável fazer isso, mas não pega bem, pois se você tiver algum colega em algumas dessas mídias sociais que reclamou, existe a possibilidade de “sem motivos” aparente ou birra com sua pessoa a reclamação chegue ao ouvido do seu chefe ou algum superior a você. Há uma hipótese pior também do seu próprio chefe ver seu comentário e aí sim ele terá motivos para pegar no seu pé.

Outra coisa que pode acontecer é se, por ventura, estiver procurando uma vaga de emprego ou diante de um processo seletivo e a empresa a qual está se candidatando a vaga fizer uma busca pela rede social com o seu nome ou visualizar seu perfil e constar informações, comentários contra a sua atual empresa, existe uma grande chance de você ser desclassificado. Quem quer do seu lado, alguém que fale mal de você? Ninguém! (Na minha opinião) Então, a organização é que não vai quer, não é mesmo.

O que estou dizendo nesse post, não é para você deixar de ter opinião própria, sabemos que nem todas as empresas são perfeitas, mas certas coisas, tanto profissionais quanto pessoais, devem ser guardadas para nós mesmos ou confidenciadas em um ambiente informal e não na Internet onde qualquer um pode salvar o que você postou ou compartilhar com as pessoas, podendo te prejudicar. Sim, existe uma reputação virtual nas mídias sociais e se você se preocupa com isso, então preserve-a, caso contrário, a vida segue né?

Você pode continuar falando mal do seu trabalho, se quiser, mas com seus colegas na hora do almoço ou na hora do cafezinho e tudo mais para não ter maiores problemas. Vimos o exemplo daquela estudante de direito, que quando a Dilma foi eleita, queria afogar os nordestinos e postou isso no Twitter. Resultado: foi processada, perdeu o emprego e perseguida nas mídias sociais. Então, um certo cuidado nesse aspecto nunca é demais.

terça-feira, 22 de março de 2011

Existe privacidade nas mídias sociais?

Aqui estava eu pensando sobre o que escrever para o blog, enquanto acessava meu Facebook e ao ver os comentários e atualizações de status das pessoas, resolvi escrever esse post. Quando falamos quaisquer coisas nas mais diversas mídias sociais, pode ser que ninguém comente nada, mas a maioria lê. Às vezes aquilo que dizemos passa batido, porém pode ser que cause alguma reação, comentários, falatórios e as mais que conhecidas fofocas.

Sim, meus caros, existem esses tipos de situação em Facebook, Twitter etc, o que apelidei de fofocas virtuais ou situações criadas pelo virtual. Uma informação postada por um usuário pode perfeitamente gerar uma má interpretação por quem lê e existe a possibilidade de gerar algum tipo de comentário, ora maldoso, ora equivocado e que pode resultar em fofocas, rumores ou boatos. Quem nunca viu alguma discussão, brigas entre namorados ou alguém que foi tirar satisfação com uma pessoa por causa de algo escrito nas redes sociais sobre a sua pessoa? Bom, comigo já aconteceu isso e também já fui testemunha dessas situações. Já escutei coisas com tipo: “eu vou quebrar a cara daquela infeliz, você viu o que ela escreveu no Facebook?”. Ou: “postei que sai com a galera do trampo na sexta, no Twitter, não avisei minha namorada e brigamos feio”. Bom, estas situações são só alguns exemplos do que podem ocorrer nas mídias sociais.

Eu, particularmente, já passei por situações do tipo e estou procurando me policiar por enquanto – ficando claro que não deixei de usar, sou um usuário ativo das mídias sociais. Não acho nada de errado, quem compartilha tudo da sua vida na rede, mas caso alguma frase ou pensamento seja mal interpretado ou uma frase mal construída, existe a possibilidade de quem escreveu ter algum problema ou ocorrer comentários indesejados sobre o caso, pois quando algo está na Internet não há como negar porque se pode dar um “print screen” e salvar, imprimir a página e até “conseguir testemunhas”. Na vida real, se você fez uma coisa e ninguém viu, não há como provar ou torna-se mais difícil fazer isso. Já na Internet, é diferente e pode-se alcançar proporções inimagináveis.  Não é só nesse aspecto de fofoca que estou falando, por exemplo, se você foi a uma festa bacana e tirou várias fotos com caretas, copo de bebidas na mão, fazendo bagunça e por ventura possui colegas de trabalho ou até mesmo seu chefe no seu perfil de rede social, isso pode não pegar bem e ocasionar comentários pelas suas costas ou cara a cara mesmo, engraçados ou não, ou simplesmente não ocorrerá nada. Contudo, é um risco que o usuário deve ter consciência que tem.

Cada um utiliza seus perfis nas mídias sociais da maneira que deseja e o legal dela é essa interatividade e sua velocidade na chegada de informações. Não estou criticando ninguém por conta desse post a parar de falar sobre suas coisas do dia-dia ou algo assim, apenas relatei situações que observo por aí com relação à privacidade na Internet. Para mim, ela não existe muito, pois tudo o que se diz, pode ser armazenado, salvo etc e fica meio complicado lidar com certas situações. Mas aí deixo a pergunta para vocês: Existe privacidade nas mídias sociais?

domingo, 13 de março de 2011

Qual é o valor da sua imagem?

Junto do carnaval, o assunto mais comentado das últimas duas semanas foi à propaganda da cerveja Devassa que tinha como protagonista uma pessoa que ninguém imaginaria: a cantora Sandy.

A propaganda e a notícia que a apontava como a protagonista pegou todo mundo de surpresa e rapidamente ganhou o Trending Topics no Twitter, diversos comentários no Facebook e em outras mídias sociais. Não é para menos, pois ela, na minha opinião, não tem nada a ver com a cerveja e muito menos com a palavra devassa. Digo isso, porque a Sandy ao longo de sua carreira construiu isso, uma mulher reservada, sensata e “certinha” em que muita gente respeitava e tudo mais, não que ela perderá o respeito, mas sua imagem pode ter ficado abalada.

Agora falando do ponto de vista da comunicação. Se os donos da cerveja quiseram chamar a atenção e ter o nome da Devassa sendo comentado nas mídias sociais e na grande imprensa, isso eles conseguiram com êxito. Porém, é preciso analisar e verificar se as menções referentes à marca foram positivas ou negativas porque se por ventura, ocorreu à segunda opção, o espaço da cerveja no mercado de bebidas, foi altamente comprometido.

No caso da Sandy, a vida é dela e ela faz o que bem entender e recebeu mais de 700 mil reais para fazer a campanha, valor muito maior do que ganhou a Paris Hilton para fazer a campanha passada. Contudo, ela tem uma imagem a zelar e um público fiel e que pode ter ficado espantado e desapontado com ela, que quer queira quer não, para alguns fans, ela serve como exemplo e tudo mais e ao vincular sua imagem com bebida e ainda mais com um lado devassa não soou bem. Apesar de tudo isso, ela ganhou uma bolada grande e provavelmente não está nem aí para o que falaram, mas é um assunto que mereceu um destaque.

Vejam abaixo o vídeo da campanha:



Ah, lembrei agora, ela em uma entrevista disse que não gostava de cerveja. Contraditório não?

terça-feira, 1 de março de 2011

Exemplos de como marcas valorizam e fidelizam seus clientes

Vi nesses últimos dias alguns vídeos de algumas marcas conhecidas no senso comum e destaco dois bem interessantes que exemplificam, na minha opinião, como fidelizar e valorizar os consumidores. O primeiro é da cerveja Heineken e chama “One Million Heineken Hugs”, que agradece ao público pelo um milhão de “curtir” na página oficial da empresa no Facebook com um milhão de abraços. Para isso, mulheres com a camisa que representa o curtir do Facebook e a imagem da cerveja vão até diversos bares e abraçam todos que estão tomando a cerveja como forma de agradecimento. Para muitos pode parecer besteira, porém creio que é uma maneira perfeita de sentir o que seu público pensa da marca e, principalmente fidelizá-los ainda mais.




O segundo vídeo é a da Brastemp, que apesar de ter passado por uma saia justa no último mês quando um rapaz fez um vídeo dizendo que a empresa não valoriza seus consumidores, traz uma ação bem diferente, no qual no trânsito caótico da cidade de São Paulo uma mensagem vinda do rádio sugere as pessoas que sorriam para aquelas que estejam ao seu lado, a fim de descarregar todo aquele stress do dia-dia paulista. É um gesto singelo, mas que mostra preocupação não só com os consumidores, mas também com o público em geral. Bom, vejam os vídeos e tirem suas próprias conclusões.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Pense bem antes de criar um perfil corporativo nas mídias sociais

Depois desse boom das mídias sociais, grande parte das pessoas e empresas criaram perfis no Twitter, Facebook, Linkedin, entre outros. Para nós, pessoas físicas, é muito interessante essa curiosidade de entrar em diversas mídias sociais e explorar o novo. Porém, muitas organizações estão ingressando nesse meio sem saber o real motivo e sim, pelo fato de ter virado moda (para mim, virou tendência) e não análisa minuciosamente qual seria a melhor ferramenta para atingir seu público e seus objetivos.

Para as empresas que querem ter perfis nas redes sociais, deve-se avaliar se realmente é necessário ingressar nela, verificar se seu público está em alguma dessas redes e quais as estratégias a serem utilizadas para atingir efetivamente essas pessoas com o intuito de fazer com que a marca seja bem vista pelos mesmos. Deve-se também ter a consciência que não se tem controle desse meio, bem como saber lidar com opiniões contrárias, críticas e polêmicas envolvendo a empresa. Um detalhe importante nesse aspecto. Quando isso ocorrer, deve-se buscar respostas convincentes e tratar com respeito o usuário, pois caso contrário, a organização pode ser mal vista na rede, sendo enxergada como autoritária e que só busca elogios.

Aliás, as organizações presentes na Internet devem interagir constantemente com seus usuários respondendo a perguntas, sugerindo idéias interessantes, dicas pertinentes, ou seja, gerar conteúdo de qualidade para conseguir a fidelidade de seu público. Um perfil de empresa sem conteúdo e monótono não agrega nada para as pessoas na rede e vai valer nada, só causará antipatia, será considerado um fail das redes sociais e dará prejuízos. No momento em que se consegue ter um bom relacionamento, interagir e produzir bons conteúdos, a chance de que seus seguidores se tornarem porta-vozes da organização é muito grande, pois eles próprios quando alguém criticar irão defender a marca sem precisar da intervenção da mesma. E esse é o bacana das redes sociais: não há como ter o seu controle.

Então, você que tem uma empresa e quer estar nas mídias sociais tome cuidado porque a partir do momento em que ingressar nela, não há volta, por isso, planeje bem suas ações e tenha uma equipe capacitada para geri – lá.

*Idéia do post surgiu após a ótima palestra de Pedro Waengertner sobre Marketing em Redes Sociais que assisti essa semana

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Chegou a nossa vez?

Como todos sabem Hosni Mubarak renunciou ao poder após 30 anos de governo no Egito. O povo que clamou pela queda do ditador, finalmente conseguiu derrubá-lo e a expectativa é que muita coisa mude no país africano.

A “Revolução do Nilo” como foi chamada, teve um grande aliado para que os manifestantes conseguissem êxito na causa: as mídias sociais. Digo isso porque muitos encontros foram organizados utilizando-se o Twitter e Facebook, conseguindo atingir boa parte da população. Outro meio utilizado pelos manifestantes foi o SMS. Mubarak até tentou censurar esses meios de comunicação, porém o barulho já tinha se espalhado pelo mundo e a imprensa passou a ter também um papel importante nesse contexto ao divulgar em demasia os acontecimentos.

Vendo o exemplo dos egípcios me veio à cabeça se não podíamos também fazer manifestações para tirar do poder pessoas como Sarney, Maluf, ACM Neto, dentre outros que durante muito tempo vem ludibriando o povo e fazendo com que o nosso país não cresça exatamente como ele pode e deve.  Tivemos um exemplo bom nas eleições do ano passado, que foi a aprovação da ficha limpa e que teve muita mobilização em busca de assinaturas por meio da internet e pressionou senadores, deputados e o então presidente Lula a aprovar a referida lei. Tudo bem que alguns políticos, que na teoria não poderiam se candidatar conseguiram se safar e foram até eleitos. Mas outros políticos não tiveram o mesmo êxito e ficaram de fora das eleições.

Acredito que como aconteceu no Egito, às mídias sociais podem ser um grande aliado do povo brasileiro para se manifestarem contra os políticos corruptos que freiam o crescimento do Brasil. Penso que ocorrerá um grande barulho em Brasília e mudanças tendem a ocorrer e também cabe a imprensa cumprir seu papel social de investigar, divulgar e apoiar essas iniciativas. Sei que pode parecer utopia minha, mas os políticos numa visão geral têm que se sentirem vigiados e saber que a população está observando eles, pois já que os órgãos responsáveis em fiscalizar essas pessoas são em muitas ocasiões coniventes, cabe a população cumprir a sua parte e tentar afastar essas do poder.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

As mídias sociais e o seu papel no Egito

Nos últimos dias, o Egito vem passando por um conturbado momento político, na chamada “Revolução do Nilo”, na qual manifestantes pedem o fim do governo de Hosni Mubarak, 82, que governa o país há 30 anos. Os protestos ocorrem desde o dia 25 de janeiro desse ano e levaram a morte dezenas de pessoas e a agressões de diversos jornalistas, fotógrafos e civis.

Durante todo esse período o presidente egípcio tomou medidas, como toque de recolher, bloqueio de acesso a internet e a telefonia buscando conter os protestos. Falando das mídias sociais nesse contexto, onde ela se encaixa? Vários manifestantes usaram principalmente o Twitter e o Facebook para convocar simpatizantes a participar da “Revolução do Nilo” e protestar contra o atual presidente para que este renuncie ao poder. A convocação deu certo, muitas pessoas foram para as ruas e o mais importante, ganhou dimensão internacional com várias pessoas emitindo opiniões contra o regime de Mubarak, a imprensa cobrindo os protestos e o ditador sendo pressionado.

Vendo que a força da Internet estava muito grande, o presidente resolveu tirar todo o acesso dessa importante ferramenta das pessoas, mais uma atitude autoritária de seu governo. Mais que isso, ele também bloqueou o sistema de telefonia impedindo também que as pessoas enviassem SMS para organizar melhor os protestos, além de ser mais uma ação para os indivíduos não terem acesso às informações.

Porém, contudo, todavia, as pressões internas e externas foram tantas, que Mubarak se viu obrigado a deixar o Partido Nacional Democrata (do governo) e isso foi entendido como sinal de que ele não irá disputar o cargo nas eleições presidenciais, que ocorrerá no 2º semestre.

Voltando as mídias sociais, o que eu entendo é um papel essencial dela nessa história toda porque aproximou ainda mais as pessoas que visam um país mais democrático onde elas tenham liberdade de expressão e sejam livres. A ferramenta também permitiu que o ato tomasse uma dimensão internacional e apesar de ter sido restringido o acesso à internet e telefonia, a atitude foi tarde demais porque nas redes sociais as coisas fluem em uma velocidade rápida demais e alcança proporções enormes também.

Também vejo uma evolução no aspecto dessas manifestações e acredito que agora ficou mais fácil. Porque antigamente quem organizava os protestos eram os partidos políticos conjuntamente com grupos sociais ou similares. Hoje, eles continuam se organizando, mas os civis também podem fazer o mesmo sem precisarem se encontrar em algum lugar antes é só marcar o ponto de encontro pelo Facebook, Twitter, SMS e fazer seu ato.

Então, nesse processo todo a Internet teve um papel fundamental para que o presidente egípcio finalmente montasse uma equipe de governo e, inclusive, indicasse que não participaria das eleições presidenciais desse ano, mostrando a força das mídias sociais e das pessoas que buscam mudar seu país para a melhor. Penso até que daqui a uns anos, quem sabe, meus filhos, sobrinhos ou netos não estudem na escola sobre esse fato, assim como eu estudei sobre a Revolução Russa, Revolução de 32 e Inconfidência Mineira. Seria a Revolução Digital!