terça-feira, 7 de junho de 2011

É necessário planejar antes de colocar sua empresa nas redes sociais

O post de hoje será voltado mais para empresas que desejam ingressar no mundo das mídias sociais e que acham essa tarefa simples. Bom, não é tão fácil assim e nem tão complexo, mas é necessário entender alguns aspectos.

Primeiro, é necessário verificar se realmente é preciso estar nas redes sociais, se seu negócio se encaixa nessa ferramenta e não ingressar porque todo mundo está nela. Também Leve em consideração se seu público alvo encontra-se nesse meio e se existe alguma demanda para tal. É interessante fazer uma busca rápida no Twitter, por exemplo, para saber o que estão dizendo sobre a sua marca, tanto os aspectos positivos e negativos, pois a partir daí é possível avaliar se é importante fazer uma ação dentro dessa ferramenta.

Cumpridas essas etapas e comprovada ou identificada a necessidade de ter um perfil corporativo nas mídias sociais, faça o planejamento desse perfil, delimitando o público alvo, elaborando estratégias para atingi-los e o mais importante de tudo: produzir conteúdo de qualidade. Essa etapa é essencial porque os usuários da Internet são bombardeados a cada momento por inúmeras informações e para conseguir prender sua atenção, é preciso oferecer a eles conteúdo de qualidade e que seja útil para os seguidores da marca.


Outra etapa primordial é o engajamento. Fazer com que as pessoas sintam-se mais próximas da marca, participe de decisões sobre a escolha de um novo produto ou serviço, possibilitando o usuário a opinar e conversar com a empresa são ótimas maneiras de obter sucesso nas mídias sociais. Claro que não é uma tarefa fácil, por isso, que é preciso fazer um planejamento. Quando se obtêm esses aspectos, a organização consegue que seus seguidores sejam porta-vozes da instituição, fazendo que eles a defendam na rede quando surgir alguma crítica ou recomendando a mesma para amigos, familiares etc.

Outros aspectos importantes são: contratar profissionais qualificados para gerir as mídias sociais da organização e conseguir ROI (Return of Investment). No primeiro caso, já vi muita gente colocar para administrar a rede de uma organização uma pessoa que entende de Internet e não um profissional gabaritado para realizar as etapas citadas acima. Quando isso ocorre, o insucesso é quase que certo e a alta administração alega que dinheiro foi jogado fora e que gastar com redes sociais é desperdício. Para calcular o ROI, é mais complicado e ainda não se sabe ao certo como fazê-lo, porém algumas organizações avaliam o sucesso nas redes a partir dos números de seguidores no Twitter, usuários que compraram o produto via mídias sociais, números de curtir na página da empresa no Facebook, entre outros. O fato é que esse retorno pode ser qualitativo, ou seja, engajamento com os usuários permite o estreitamento de laços com os simpatizantes da marca e possibilita angariar novos clientes e, consequentemente mais dinheiro.

Então, ter um perfil empresarial no Facebook, Twitter, entre outros, não é tão simples quanto parece e necessita-se de planejamento e profissionais que entendam da área. Também é preciso que a alta administração entenda que é um trabalho árduo e o resultado pode vir de médio a longo prazo e existe a possibilidade do retorno sobre o investimento vir sob forma de elogios, sugestões, defesa da marca etc o que levará lá na frente à um retorno em dinheiro para a empresa.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

As mídias sociais afetam a produtividade no trabalho?

Fonte: http://www.techlider.com.br/wp-content/uploads/2010/06/redes-sociais-no-trabalho-300x300.jpg
No trabalho, se não a maioria, boa parte das pessoas utilizam a Internet, para trabalhar ou se informar sobre os assuntos, diversão, entre outras utilidades. Aqueles que possuem perfis nas mídias sociais costumam acessar essa ferramenta diariamente e com muita frequência  para os mais diversos fins, inclusive, no período de trabalho.

Li nessa semana uma matéria no site IDG NOW, que fala sobre a perda de produtividade causada pelo uso das redes sociais e que o prejuízo chega a ser de cerca de 10 mil dólares por funcionário, segundo pesquisa do instituto uSamp com 500 trabalhadores,  nos Estados Unidos. Sei que é um estudo realizado nos EUA, mas minha pergunta é: As mídias sociais atrapalham sua produtividade no trabalho?

De acordo com a pesquisa, 60% das interrupções no trabalho envolvem as ferramentas como o Facebook, Twitter, e-mail, Messenger etc. Assim, 45% dos empregados não conseguem trabalhar nem 15 minutos sem sofrerem interrupções, sendo que 53% perdem pelo menos uma hora por dia com esse tipo de distração.

Na minha opinião, isso varia de pessoa. Onde eu trabalho, desempenho diversas atividades e uma delas é trabalhar com redes sociais, mas tenho outras que demandam também muito tempo e dedicação. Apesar disso, consigo administrar perfeitamente meu tempo e utilizar a ferramenta não me atrapalha em nada no meu dia-dia. A questão é que o vício ou a necessidade de entrar no seu Facebook ou Twitter, por exemplo, não pode interferir na sua tarefa, pois podem gerar broncas do seu chefe, atrasar o trabalho de outras pessoas que dependem do seu.

Finalizando o assunto, penso que não há problemas em usar as mídias sociais no trabalho, pois é uma ferramenta legal e que nos ajuda a ficar informados das notícias, interagirmos com as pessoas, manter contato com amigos e também para nos entreter. Mas é só ter um cuidado maior com relação às suas tarefas e que ao se distrair por conta do uso dessa ferramenta, isso não interfira no seu trabalho e não prejudique nem você e aos seus colegas de trabalho, mas para mim, é questão de saber administrar seu tempo e ter comprometimento.

E para você, as mídias sociais podem atrapalhar a produtividade no trabalho? Ou ela pode afetar de uma maneira positiva? Opinem!

domingo, 15 de maio de 2011

Churrasco “Gente Diferenciada” tem grande público e mostra o poder das mídias sociais


Nesse sábado, 14/5, em Higienópolis, na região central de São Paulo, aconteceu o churrasco “Gente Diferenciada”, que ocorreu por conta da iniciativa dos moradores de vetar a instalação de uma estação de metrô no bairro.

E mais uma vez as mídias sociais foram às grandes responsáveis para que ocorresse esse evento.  Organizado, principalmente via Twitter e Facebook, o churrasco levou às ruas centenas de manifestantes que foram protestar contra a atitude dos moradores de Higienópolis. A ideia de fazer o evento surgiu na rede, após entrevistas e depoimentos de moradores da região contrários a vinda do metrô. 

Entre as justificativas, estavam que o local iria se desvalorizar porque a estação iria trazer muita “gente diferenciada. Aumento de violência, consumo de drogas, também foram outros argumentos utilizados pelos habitantes do bairro para justificar a posição contrária de receber a estação. Eles até fizeram um abaixo-assinado com cerca de 3.500 assinaturas de pessoas contrárias a obra e a pressão parece que deu certo, pois o Metrô alterou o projeto e, por enquanto, não haverá uma estação nesse bairro. As declarações foi assunto na Internet durante toda semana, sendo que a grande mídia deu bastante destaque para o ocorrido.
Os participantes levaram uma churrasqueira, fizeram o churrasco, levaram cartazes de protestos, utilizaram uma catraca e colocaram fogo nela para também fazer churrasco, enfim fizeram certo “Auê” na região e mostraram toda a indignação contra as declarações dos moradores.

Manifestantes protestam no bairro Higienópolis. Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidades/2011/05/gente-diferenciada-em-sp-protesto-bem-humorado-fecha-rua-em-higienopolis/image_preview
Citarei dois exemplos de manifestações organizadas pela Internet e que ocorreram de fato. A primeira foi o “twittaço” em protesto ao aumento da passagem de ônibus em São Paulo (também ocorreu em outras capitais do país), no qual internautas insatisfeitos com o reajuste na tarifa se organizaram via Twitter e foi até as ruas e à prefeitura protestar contra a medida. Outra mobilização interessante, foi em 2010, quando por conta da grande pressão da opinião pública, principalmente nas redes sociais, foi aprovada a Lei da Ficha Limpa, em que candidatos com problemas judiciais e tudo mais não poderiam concorrer a cargos públicos.

Voltando ao churrasco, não sabemos se o ato vai mudar a decisão do Governo do Estado de implantar a estação no bairro, mas a manifestação fez barulho e mais uma vez mostrou o poder das mídias sociais em mobilizar as pessoas com relação a assuntos relevantes no nosso país. 

E você, o que achou dessa manifestação? Opinem!

domingo, 8 de maio de 2011

Youpix deu o que falar

Depois de muito tempo, finalmente consegui fazer um post no blog. Sei que o assunto já está ultrapassado, mas não posso deixar de compartilhar minha experiência no Youpix, na semana retrasada. É um evento de mídias sociais gratuito e que levou para os participantes diversos temas sobre comportamento, música, dicas de como conduzir seu blog, cultura, política, entre outros temas que acontecem na Internet.

Vou compartilhar algumas coisas que aprendi lá:

•    É praticamente impossível ficar por dentro de tudo que rola na Internet;
•    A rede social nos ajuda, a saber, quais são as tendências;
•    Trabalhamos em um meio em que existe muita informação e deve-se saber filtrá-las;
•    A propaganda boca-boca foi estendida e ganhou força com a Internet;
•    Quando a empresa tem problemas na internet, a ação tem que ser rápida, pois pode-se tomar uma grande proporção.

Bom, esse evento me deu várias ideias para escrever outros textos para o blog e vou postando aos poucos para compartilhar com vocês.

E o mais bacana de tudo no Youpix, é que a organização servia cerveja, refrigerantes e salgadinhos para dar aquela aliviada. Também era possível fazer check in no Foursquare, compartilhar as palestras no seu Facebook, apenas passando o seu Vivo Pass, que o participante adquiria quando fazia a inscrição no evento. E para relaxar ainda mais, no final tinha stand-up com Rafinha Bastos, Diogo Portugal, Os Barbixas, entre outros, finalizando com chave de ouro a noite.

Então, era isso o que queria compartilhar com vocês sobre o evento e dizer que é muito importante que iniciativas como essas aconteçam sempre e, se possível, de forma gratuita, pois mantém as pessoas atualizadas e debate assuntos pertinentes nas mídias sociais, além do Networking que se faz nesses eventos. Enfim, parabéns organização do Youpix.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Livro colaborativo de redes sociais

Muitas pessoas dizem que uma das coisas mais gratificante da vida é quando você escreve um livro ou participa de alguma maneira da composição de um. Eu, particularmente nunca imaginei que fosse participar de um, principalmente com a idade que tenho. Pois é meus caros, já posso dizer que tenho meu nome em um livro.

Quando fiz meu curso de mídias sociais na ESPM, ao final da última aula todos que desejassem poderiam escrever um artigo relacionado com o tema e que isso serviria para a composição de um livro colaborativo, que já está disponível  na Internet e se chama: “Redes Sociais e Inovação Digital”, uma realização da agência Gaia Creative e da CIC/ESPM.

Meu texto fala sobre Inovação Digital e como ela está presente em nossas vidas nos dias de hoje para facilitar a vida das pessoas e tudo mais. Enfim, leiam e apreciem os outros textos que ficaram legais. Aproveitando, quero agradecer à todos que escreveram o livro e ao pessoal da Gaia e da ESPM que fez com que esse projeto fosse possível. Parabéns para todos!

Pessoal, segue o link onde está disponível o livro. É possível fazer o download dele gratuitamente, mas você deve possuir uma conta no ISSU ou logar via facebook. Aproveitem!


segunda-feira, 11 de abril de 2011

A mídia sensacionalista

Nesse texto, farei um post mais crítico do que de costume. Não costumo fazer isso, mas o assunto tem me incomodado um pouco. O tema em questão é a imprensa e como ela faz a cobertura de acontecimentos trágicos, como a tragédia na escola do Rio de Janeiro. Sei e acho primordial o trabalho dela para a sociedade, levando informações relevantes sobre os assuntos, apurando fatos e denúncias, sempre em busca de prestar o melhor serviço possível à população.

Bom, até aí tudo bem. Mas em específico no caso do Rio de Janeiro, boa parte dela – não estou generalizando – fez um sensacionalismo, que, no meu modo de ver, desrespeitou aquelas famílias que estão passando por um momento de dor inenarrável e devemos ter um pouco mais de bom senso ao tratar do assunto. Sendo mais claro, vi em diversas reportagens imagens da cena do crime, com sangue e tudo mais, que eram repetidas exaustivamente pelos programas, além de reportagens registrando o desespero das mães e familiares em busca de informações sobre os filhos ou parentes, que novamente eram repetidas com frequência  para saber se tinha acontecido algo com eles.

Para mim, a partir desse momento, já começa o sensacionalismo, pois ficar mostrando essas cenas não ajuda em nada, deixam as pessoas mais tristes, irritadas e denigrem cada vez mais a imagem do nosso país lá fora e, principalmente aqui. Claro que os fatos devem ser registrados e nem quero dizer que a imprensa deva ser omissa, longe disso, mas é desnecessário fazer isso. Deve-se apurar as situações e não repetir exaustivamente imagens ou depoimentos em busca de audiência.

Mantendo-se na mesma linha, mas mudando o fato da análise, penso que a nossa imprensa poderia valorizar mais o Brasil porque cada acontecimento ruim que ocorre, é feito um “carnaval” pela maioria dos veículos e parece que o país está um lixo. Não sou hipócrita de dizer que o Brasil tem muitos problemas e necessita melhorar muito, mas ainda sim é um lugar bom pra se viver, com lugares lindos para se visitar e passear, paisagens bonitas, comidas sensacionais, somos o povo mais hospitaleiro do mundo, uma alegria que poucos povos têm, entre outras centenas de aspectos.

Tenho a consciência que a política nos leva a ser um pouco pessimista com relação ao futuro do país e grande parte da imprensa também ficam com o pé atrás com os políticos, porém discordo do modo abordado em algumas reportagens sobre o Brasil. Se pararmos para pensar, mais de 70% do que se passa na TV é tragédia, mas eu sei porque isso ocorre. Enquanto as pessoas derem importância para esse tipo de notícias e o modo sensacionalista que alguns programas tratam determinados temas, essas situações continuarão ocorrendo.

Portanto, não estou falando que a imprensa não é importante, muito pelo contrário, ela exerce um papel na vida das pessoas importantíssimo, contudo discordo do modo como tratam assuntos delicados e que envolvem tragédias, pois nossa imagem lá fora, não é das melhores em alguns países. Por isso, penso que a mídia tem a possibilidade de mudar esse pensamento. Bom, era isso que gostaria de compartilhar com vocês e espero que tenham entendido meu ponto de vista, caso contrário, estarei aqui para esclarecer!

domingo, 3 de abril de 2011

Como medir o ROI nas mídias sociais?

Como temos visto, muitas organizações têm criado perfis nas mais diferentes mídias sociais. O investimento nessa área também vem crescendo. Em 2010, foram injetados em redes sociais 3,4 bilhões de dólares, o que mostra que essa ferramenta vem ganhando um tremendo poder na forma de comunicação entre empresas e consumidores.

Contudo, os profissionais que trabalham com mídias sociais sofrem bastante para justificar todo esse dinheiro. Porque ainda não há, pelo menos eu ainda não vi, uma forma exata de medir o ROI ou o retorno sobre o investimento dessas ferramentas e como os donos das empresas, gerentes etc precisam prestar contas para acionistas e saber o quanto está tendo de retorno, nada mais comum de quererem saber se o investimento realmente valeu à pena.

Só que nesse ambiente virtual a forma de avaliar o ROI é diferente de como é realizados nas mídias tradicionais. Ele é medido, por exemplo, pela quantidade de tweets feitos pelos usuários com relação e empresa, se eles a recomendam, entre outros aspectos. É necessário avaliar de forma qualitativa a atuação do perfil da organização na Internet, ou seja, analisar se o que falam sobre a empresa é positivo ou negativo, pois as pessoas ao fazer um comentário expressam sua aprovação ou não de um produto ou alguma informação que pode ser relevante para a marca e os profissionais que gerem o perfil da empresa na Internet devem prestar a atenção nesses aspectos.

Nas mídias sociais quatro motivações chaves direcionam o uso dela pelos clientes, os chamados 4 Cs: conexões, criação, consumo e controle. Para explicar as motivações vou utilizar um exemplo: quando uma pessoa vai até o Twitter reclamar ou elogiar uma marca, na maioria das vezes, ela é uma “consumidora” da mesma. Ao fazer um comentário, ela termina “criando” um fato ou situação, compartilhando esse fato com seus seguidores, ou seja, suas “conexões”, e realiza esse comentário sem ser censurado por ninguém (“controle”).

Mas não se pode somente, analisar esses comentários é necessário interagir com seus seguidores e fãs. Nas mídias sociais o que prevalece é o relacionamento e quanto mais uma marca se relaciona e atende bem seu público, mais fiel ele fica a ela. Claro que esse trabalho é a médio a longo prazo e deve ser realizado por um profissional que entenda da área.

Portanto, é complicado medir o retorno sobre o investimento nas mídias sociais, pois ainda não se descobriu um método preciso, porém o que predomina nesse meio é o relacionamento entre as pessoas. E ao interagir, atender bem os seguidores, produzir conteúdo de qualidade, responder as críticas e receber sugestões, a marca fideliza ainda mais esses consumidores e ainda tem grandes chances de conseguir novos consumidores e alavancar o crescimento da empresa. Agora, a tarefa complicada é fazer a alta administração das organizações entender isso.